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Primeiro-ministro israelita vai conversar com Trump sobre o Irão

Primeiro-ministro israelita visita EUA para conversar com Trump sobre o Irão
Primeiro-ministro israelita visita EUA para conversar com Trump sobre o Irão Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h39 10/02/2026 - Actualizado às 21h41 10/02/2026

Washington - O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou esta terça-feira que a visita aos Estados Unidos da América (EUA) na quarta-feira vai servir sobretudo para convencer o presidente norte-americano, Donald Trump, a endurecer a posição contra o Irão.

"Vou transmitir ao Presidente Trump o nosso ponto de vista quanto aos termos da negociação, os princípios mais importantes (...), não só para Israel, mas para quem (...) quer Paz e segurança no Médio Oriente", afirmou Netanyahu, referindo também o conflito na Faixa de Gaza como outro dos tópicos em causa, além dos mísseis balísticos de Teerão.

Esta nova reunião em Washington entre os dois aliados acontece depois de abertas negociações entre os EUA e a República Islâmica do Irão, numa altura em que os norte-americanos reforçaram a presença naval na região do golfo Pérsico.

Netanyahu e Trump já se encontraram seis vezes nos EUA desde o regresso deste último à Casa Branca (presidência) em janeiro de 2025. O presidente norte-americano também visitou Jerusalém em outubro, após o anúncio de cessar-fogo entre Israel e o movimento islamista radical palestiniano Hamas, na Faixa de Gaza.

Representantes de Washington e Teerão protagonizaram conversações sexta-feira, em Omã, e consideraram haver espaço para mais diálogo.

O Irão tem reiterado só concordar em discutir o seu programa nuclear, mas os EUA pretendem um entendimento mais alargado, incluindo limites à capacidade de mísseis balísticos daquele país, bem, como o fim do apoio a grupos armados hostis a Israel, como Hamas, os rebeldes Houthis, no Iémen, o movimento islamista libanês Hezbollah.

"Qualquer negociação deve incluir limites aos mísseis balísticos e o congelamento do apoio ao eixo iraniano", frisou Netanyahu.

Em 2024, o Irão lançou dois ataques com mísseis contra Israel, o primeiro em retaliação a um ataque israelita contra o seu consulado em Damasco, o segundo em retaliação ao assassinato, por Israel, do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em Teerão, e do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em Beirute.

Em junho de 2025, os dois países estiveram em guerra por 12 dias, desencadeada por um ataque de Israel que teve como alvo principal o comando militar iraniano, lançadores de mísseis e instalações do programa nuclear.

Os EUA juntaram-se à ofensiva do aliado e bombardearam três instalações nucleares iranianas.

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