China anuncia taxas zero para 53 países africanos
Luanda - O Presidente da China, Xi Jinping, anunciou, este sábado, que o seu país vai ampliar o abrangente tratamento de taxas alfandegárias zero para os 53 países africanos com quem mantém relações diplomáticas, a partir de Maio do corrente ano.
Numa mensagem de felicitações dirigida aos países e povos africanos, por ocasião da abertura da trigésima nona Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, Xi Jinping refere que a China continua a encorajar a conclusão dos acordos de parceria económica para o desenvolvimento compartilhado, e vai expandir, ainda mais, o acesso das exportações africanas no seu país, através da actualização dos "canais verdes" existentes.
O Chefe de Estado chinês sublinha que esses passos, mais recentes, para ampliar a abertura de alto padrão da China, vão fornecer novas oportunidades para o desenvolvimento de África e busca comum da modernização dos dois lados.
“Desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e África, há 70 anos, temos estado sempre juntos, nos momentos de alegria e de tristeza", escreve Xi Jinping, adiantando que "Olhando para o futuro, a China vai trabalhar com a África para levar adiante a nossa amizade de longa data, aprofundar a cooperação de benefícios mútuos, escrever um novo capítulo, formar uma comunidade com futuro compartilhado China-África de todos os tempos na nova era”.
Depois de sublinhar que o Sul Global ganha cada vez mais força, em meio às transformações nunca antes vistas num século, Xi Jinping reconhece que, ao longo do último ano, a União Africana uniu os países africanos para promover, activamente, a integração em todo o continente e salvaguardar, firmemente, os direitos e interesses legítimos de África.
Para Xi Jinping, é encorajador ver, como resultado desse engajamento, uma constante ascensão da posição e do impacto globais de África.
“Desejo todo o sucesso à trigésima nona sessão ordinária da Assembleia da União Africana. Desejo longevidade à amizade China-África”, lê-se na mensagem do líder chinês.