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Justiça dos EUA remarca audiência de Maduro e Cilia Flores para Março

Justiça dos EUA remarca audiência de Maduro e Cilia Flores para Março
Justiça dos EUA remarca audiência de Maduro e Cilia Flores para Março Imagens: DR

Redacção

Publicado às 11h33 19/02/2026

Nova Iorque - A justiça norte-americana adiou para 26 de Março a audiência no julgamento por tráfico de drogas e outros crimes do ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, detidos nos EUA.

Uma notificação conjunta da acusação e da defesa ao juiz Alvin Hellerstein, disponibilizada hoje nos autos, Maduro e Flores receberam, a 30 de Janeiro, a visita consular de um representante venezuelano para "auxiliar na obtenção de quaisquer serviços de que os arguidos possam necessitar".

A audiência tinha sido inicialmente marcada para 17 de Março, mas foi remarcada a pedido da procuradoria, com o consentimento da defesa, por razões logísticas e de planeamento.

O juiz ordenou à acusação, durante a primeira audiência em 05 de Janeiro, para facilitar o acesso dos arguidos a serviços consulares e comunicar ao tribunal o cumprimento dessa determinação.

O documento refere que essa obrigação foi respeitada com a visita de fim de Janeiro, sem avançar pormenores.

O Ministério Público Federal no Distrito Sul de Nova Iorque argumentou que o adiamento era necessário para reunir provas adicionais, permitir que uma revisão pela defesa e decidir que moções apresentar antes do julgamento, decisão deferida pelo juiz "em nome da justiça".

Maduro e Flores foram capturados no início de Janeiro, numa operação das forças armadas dos EUA em Caracas, tornando-se notícia global e marco sem precedentes na relação entre Washington e a Venezuela.

Ambos permanecem detidos no Centro de Detenção Metropolitana, em Brooklyn, e negaram repetidamente as acusações, declarando-se inocentes e criticando a legalidade da situação.

 

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