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Hungria ameaça bloquear empréstimo da União para Ucrânia

Hungria ameaça bloquear empréstimo da União para Ucrânia
Hungria ameaça bloquear empréstimo da União para Ucrânia Imagens: DR

Redacção

Publicado às 23h11 20/02/2026

Budapeste - O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou hoje que irá bloquear o empréstimo da União Europeia de 90 mil milhões de euros à Ucrânia até que Kiev retome o trânsito de petróleo russo para a Hungria.

“Enquanto a Ucrânia bloquear o oleoduto Druzhba, a Hungria bloqueará o empréstimo de guerra ucraniano de 90 mil milhões de euros”, afirmou numa breve mensagem na rede social Facebook.

“Não nos podem chantagear!”, disse o primeiro-ministro ultranacionalista, considerado um dos líderes comunitários mais próximos de Moscovo, a par do homólogo Robert Fico, da Eslováquia.

A Hungria e a Eslováquia anunciaram na quarta-feira que ativaram as suas reservas de emergência de petróleo devido à interrupção do fornecimento de petróleo russo desde o final de janeiro devido a esses ataques.

Em Dezembro, os líderes da UE deram luz verde política para financiar com dívida conjunta um empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia, garantido pelo orçamento comunitário, um plano já apoiado pelo Parlamento Europeu.

Do montante total, 60 mil milhões serão destinados a equipamento militar e ao fomento de investimentos na indústria de defesa ucraniana, e os restantes 30 mil milhões a ajuda macrofinanceira para sustentar os serviços e a administração pública.

A Hungria, a Eslováquia e a República Checa decidiram não participar no empréstimo comunitário, uma vez que não assumiram as garantias para cobrir as dívidas conjuntas.

Orbán, em plena corrida para as eleições de 12 de abril e pela primeira vez em 16 anos em segundo lugar nas sondagens, acusou repetidamente a Ucrânia de interferir nas eleições e, agora, de tentar chantagear o Governo húngaro.

“A decisão dos ucranianos de bloquear o fornecimento de petróleo à Hungria através do oleoduto Druzhba é uma chantagem política descarada. Estão a tentar pressionar-nos para que apoiemos a sua adesão à UE e entreguemos fundos que pertencem às famílias húngaras”, afirmou na quinta-feira na rede social X.

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