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EUA abertos diálogo com Rússia sobre armas nucleares após fim de acordo

EUA abertos diálogo com Rússia sobre armas nucleares após fim de acordo
EUA abertos diálogo com Rússia sobre armas nucleares após fim de acordo Imagens: DR

Redacção

Publicado às 22h15 18/03/2026

Washington - O Pentágono afirmou hoje que o Governo norte-americano está disposto a encetar um diálogo militar com Moscovo, que inclui também questões nucleares, após o fim do 'New START', o último tratado destinado a limitar arsenais nucleares.

O subsecretário de Defesa para Assuntos de Segurança Internacional, Daniel Zimmerman, indicou que o Governo dos Estados Unidos está "aberto a promover o diálogo militar com a Rússia, o que inclui conversações lideradas pelo Departamento de Estado após o termo do New START", avança a Lusa.

A Rússia e os Estados Unidos detêm, de longe, os maiores arsenais nucleares do mundo, mas, desde que o Tratado New START expirou, no início de Fevereiro, que não existe qualquer acordo de desarmamento nuclear a ligar as duas potências.

Zimmerman teceu estes comentários perante a Comissão das Forças Armadas da Câmara dos Representantes, apenas algumas horas após o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, ter manifestado a sua preocupação com o futuro do regime de não proliferação nuclear e alertado para uma "situação crítica" no domínio do controlo de armas a nível mundial.

"A 05 de Fevereiro de 2026, expirou o Tratado de Redução de Armas Estratégicas [New START ou START III] entre a Rússia e os Estados Unidos. A iniciativa proposta pelo Presidente russo, Vladimir Putin, para que as partes do tratado continuassem a cumprir voluntariamente as suas principais limitações quantitativas foi ignorada pelos Estados Unidos", afirmou Lavrov.

Além disso, relatórios dos serviços secretos norte-americanos indicam que a capacidade militar da Rússia é agora "superior à que existia antes do início da guerra na Ucrânia" e afirmam que Moscovo "possui armas antissatélite e mísseis hipersónicos".

Na sua Avaliação Anual de Ameaças, Washington alertou que as forças russas são agora "mais capazes".

Donald Trump defendeu um "novo, melhorado e modernizado tratado" com a Rússia, argumentando que o Novo START tinha sido "mal negociado" pela então administração do antigo Presidente democrata Barack Obama.

O tratado, assinado em 2010 entre a Rússia e os Estados Unidos, limitava o número de lançadores de mísseis nucleares para distâncias intercontinentais.

Os Estados Unidos também têm tentado incluir a China em discussões futuras, algo que Beijing afasta, argumentando que o seu arsenal nuclear, embora ainda em desenvolvimento, se mantém de pequena escala.

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