Mundo

Mundo


PUBLICIDADE

Primeira-ministra da Dinamarca demite-se após vencer eleições

Primeira-ministra da Dinamarca demite-se após vencer eleições
Primeira-ministra da Dinamarca demite-se após vencer eleições Imagens: DR

Redacção

Publicado às 17h25 25/03/2026

Oslo - A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, apresentou a demissão ao Rei Frederik X esta quarta-feira, depois de a coligação de esquerda que lidera ter vencido as eleições legislativas, na terça-feira, sem maioria absoluta, avançou a agência Reuters.

Os partidos de esquerda somaram 48,1% dos votos e dependem agora dos centristas (que conseguiram 7,7% da votação) para alcançar uma maioria. A coligação de direita alcançou 44,2% dos votos nestas eleições.

Em comunicado, o palácio indicou que o Rei vai receber os partidos com vista às negociações para a formação de um futuro Governo de coligação, que são complicadas pela falta de maiorias claras. “Após reportar o resultado das eleições e a situação parlamentar, a primeira-ministra apresentou a demissão do Governo”, afirmou a Casa Real.

Os líderes dos 12 partidos políticos com representação parlamentar comparecerão individualmente perante o monarca a partir das 13h00 locais (12h00 em Lisboa) para informar sobre quem irão nomear para atuar como “explorador real”, a pessoa responsável por dirigir as negociações para formar governo. O monarca entregará então o mandato ao político que receber mais apoio.

Apesar da vitória nas urnas, as legislativas desta terça-feira significaram uma derrota política para Frederiksen. O Partido Social Democrata teve o pior resultado desde 1903, conquistando apenas 38 lugares no parlamento — uma grande queda em relação aos 50 conquistados há quatro anos.

A social-democrata de centro-esquerda, de 48 anos, é conhecida pelo forte apoio à Ucrânia e pela abordagem restritiva à imigração, dando continuidade a uma tradição na política dinamarquesa que já dura há duas décadas.

No seu segundo mandato, o apoio popular diminuiu com o aumento do custo de vida, algo que, juntamente com as pensões e um possível imposto sobre as grandes fortunas, foi um tema importante da campanha.

PUBLICIDADE