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Países do Golfo Pérsico acusam Teerão de taxar passagem em Ormuz

Países do Golfo Pérsico acusam Teerão de taxar passagem em Ormuz
Países do Golfo Pérsico acusam Teerão de taxar passagem em Ormuz Imagens: DR

Redacção

Publicado às 19h12 26/03/2026

Kuwait - O secretário-geral do Concelho de Cooperação do Golfo (CCG), o kuwaitiano Mohamed al-Budaiwi, acusou hoje o Irão de cobrar taxas para a passagem segura de navios pelo estreito de Ormuz, entre golfo Pérsico e golfo de Omã.

OCCG integra seis estados da região do Médio Oriente - Arábia Saudita, Bahrain, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Omã todos com grande interessa naquela via marítima comercial global por onde costumava passar cerca de 20% do petróleo, gás e respectivos derivados.

Além de ataques a navios, o Irão, retaliou a ofensiva conjunta israelo-americana começada em 28 de Fevereiro, com ataques contra alvos de Israel e bases norte-americanas e outras infra-estruturas em países como Arábia Saudita, Bahrein, EAU, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque, entre outros incidentes.

Entretanto, Teerão e Washington endureceram as respectivas posições depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que estavam a decorrer negociações em relação a um plano de 15 pontos da administração dos Estados Unidos da América (EUA) para alcançar a Paz.

Em Israel voltaram a ouvir-se hoje as sirenes de alarme de ataque aéreo, enquanto nos EAU duas pessoas morreram e três ficaram feridas por estilhaços de um míssil interceptado sobre Abu Dhabi.

Peritos do sector comercial marítimo declararam também que o regime conservador xiita da República Islâmica já impo, de facto, um imposto de circulação no estreito de Ormuz, sob o qual os navios pagam em yuans (moeda chinesa) para passarem em segurança.

Ao mesmo tempo, os EUA reforçaram a presença naval na zona, incluindo cerca de 2.500 fuzileiros ("marines") no navio com valência anfíbia USS Tripoli, além de perto de mil pára-quedistas da 82.ª divisão, indiciando potencial de invasão de território inimigo.

Desde o início da guerra, há 27 dias, mais de 1.500 pessoas morreram no Irão, vítimas de bombardeamentos, incluindo o anterior 'líder supremo', Ali Khamenei, e outros dirigentes da cúpula iraniana.

Nos contra-ataques, 20 pessoas e três soldados morreram do lado israelita, assim como 13 militares norte-americanos estacionados em vários pontos da região do Médio Oriente. Noutros países do golfo Pérsico verificaram-se 20 vítimas mortais.

Noutras frentes israelitas, cerca de 1.100 pessoas morreram no Líbano e outras quatro na Faixa de Gaza, enquanto o Iraque tem sido também visado por ataques, já com perto de 80 'baixas' entre os seus militares.

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