GUERRA
Irão ameaça destruir infraestruturas energéticas ligadas aos EUA
14/03/2026 12h12
Teerão - As Forças Armadas do Irão prometeram hoje “reduzir a cinzas” as instalações petrolíferas e energéticas ligadas aos Estados Unidos (EUA) no Médio Oriente, após Washington atacar a ilha iraniana de Kharg.
“Todas as instalações petrolíferas, económicas e energéticas pertencentes a empresas petrolíferas da região que sejam parcialmente controladas pelos Estados Unidos ou que cooperem com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas”, anunciou o porta-voz do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afiliado da Guarda Revolucionária do Irão.
Este anúncio, acrescentou o porta-voz militar, é uma “resposta às declarações do presidente agressivo e terrorista dos Estados Unidos”.
Na sexta-feira Donald Trump garantiu que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.
O exército norte-americano “realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Médio Oriente e destruiu completamente todos os alvos militares” em Kharg, escreveu o Presidente norte-americano na rede social que detém, a Truth Social.
“Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irão, ou qualquer outro país, fizer alguma coisa para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente a minha decisão”, garantiu.
A pequena ilha do Golfo Pérsico é o principal terminal por onde passam as exportações de petróleo do Irão.
Trump anunciou a acção numa publicação nas redes sociais enquanto se preparava para viajar para a Florida para o fim de semana.
O presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf, avisou na quinta-feira que Teerão abandonaria “toda a contenção” caso os Estados Unidos e Israel atacassem as ilhas iranianas no Golfo.
As Forças Armadas dos EUA divulgaram na sexta-feira que enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Médio Oriente, num grande reforço de tropas na região após quase duas semanas de guerra com o Irão.