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Reino Unido anuncia reunião sobre reabertura do Estreito de Ormuz

Reino Unido anuncia reunião sobre reabertura do Estreito de Ormuz
Reino Unido anuncia reunião sobre reabertura do Estreito de Ormuz Imagens: DR

Redação

Publicado às 21h09 02/04/2026

Londres - O Reino Unido vai organizar uma reunião com líderes internacionais para "avaliar todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis" para reabrir a navegação marítima pelo Estreito de Ormuz, anunciou hoje o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Numa conferência de imprensa hoje em Londres sobre o conflito no Médio oriente, Starmer revelou que a reunião terá lugar no final desta semana, sem especificar o dia, local ou formato, e que será presidida pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper.

"A forma mais eficaz de combater o aumento do custo de vida no Reino Unido é pressionar para que haja um desagravamento da tensão no Médio Oriente e a reabertura do Estreito de Ormuz, que constitui uma via de abastecimento energético tão crítica. Para tal, estamos a explorar todas as vias diplomáticas ao nosso alcance", vincou.

Starmer referiu que 35 países, entre os quais Portugal, subscreveram uma declaração a pedir uma moratória nos ataques a infra-estruturas civis e energéticas e a disponibilizar-se para "contribuir para os esforços destinados a garantir a passagem segura" pelo Estreito de Ormuz.

A reunião vai "juntar esses países pela primeira vez, onde avaliaremos todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis que podemos tomar para restaurar a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios de carga e dos marítimos e retomar o transporte de mercadorias essenciais."

"Na sequência dessa reunião, iremos também convocar os nossos responsáveis pelo planeamento militar para analisar como podemos mobilizar as nossas capacidades e tornar o estreito acessível e seguro após o fim dos combates", acrescentou.

Starmer admitiu que "não vai ser fácil" porque "o principal desafio que enfrentam não é o dos seguros, mas sim o da segurança e da protecção da navegação".

"A verdade é que precisamos de tudo isto em conjunto. Uma frente unida com força militar e actividade diplomática, uma parceria com a indústria, para que também eles possam mobilizar-se, assim que os combates cessarem. E, acima de tudo, uma liderança clara e serena", enfatizou.

O Irão, que controla a costa norte do Estreito de Ormuz tem bloqueado este ponto crucial para o comércio global de energia, principalmente petróleo e gás, em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos (EUA).

Teerão fechou a rota com ataques a petroleiros e tem permitido a passagem de apenas alguns navios-tanque perto da sua costa, como táctica para exercer pressão económica global durante o conflito.

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