Exército dos EUA introduz nova granada letal que utiliza ondas de choque
Nova Jersey - O exército dos Estados Unidos apresentou a M111, a primeira granada de mão letal introduzida desde 1968, que utiliza ondas de choque em vez de estilhaços para neutralizar inimigos.
A arma, de corpo plástico, foi concebida especificamente para operações urbanas e ambientes interiores, onde o risco de danos colaterais com granadas tradicionais é elevado.
Segundo a CNN Internacional, a M111 torna-se a opção preferencial do exército norte-americano em combate urbano, permitindo que tropas limpem salas de inimigos sem colocar civis ou forças amigas em perigo.
A granada emprega sobrepressão de explosão (BOP) para incapacitar ou eliminar adversários, vaporizando o invólucro de plástico e tornando inúteis obstáculos como paredes interiores, móveis ou eletrodomésticos.
O coronel Vince Morris, gestor do projeto no Picatinny Arsenal, em Nova Jérsia, explicou que “uma granada que utilize BOP pode limpar uma sala de combatentes inimigos rapidamente, não deixando nenhum lugar para se esconderem, ao mesmo tempo que garante a segurança das forças amigas”.
A onda de pressão comprime e descomprime violentamente os tecidos humanos, afetando particularmente tímpanos, pulmões, olhos e trato gastrointestinal, podendo ondas mais intensas danificar o cérebro ou amputar membros.
A nova granada é alimentada por RDX, um explosivo utilizado há décadas pelas forças armadas norte-americanas, e foi desenvolvida com base na experiência adquirida em combates urbanos no Médio Oriente.
“Uma das principais lições aprendidas porta-a-porta no Iraque foi que a M67 nem sempre era a ferramenta certa para o trabalho. O risco de fratricídio do outro lado da parede era demasiado elevado”, afirmou Morris.
Apesar da introdução da M111, a granada M67 continuará em serviço, sendo transportada para operações em terreno aberto onde a letalidade dos estilhaços é desejável.
A M111, de tamanho similar à palma da mão, será utilizada exclusivamente em espaços interiores, reduzindo significativamente os riscos para aliados e civis.
Da mesma forma, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA está a adquirir outra granada BOP, a M21, fabricada pela norueguesa Nammo, de acordo com dados governamentais. Esta nova tecnologia junta-se a munições semelhantes, como as granadas termobáricas, que combinam combustível e ar para criar uma onda de choque e efeito de vácuo, aumentando a letalidade em áreas confinadas.