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Guarda Revolucionária do Irão reivindica ataque a centro de dados da Amazon

Guarda Revolucionária do Irão reivindica ataque a centro de dados da Amazon
Guarda Revolucionária do Irão reivindica ataque a centro de dados da Amazon Imagens: DR

Redacção

Publicado às 22h21 02/04/2026

Bahrein - A Guarda Revolucionária iraniana reivindicou hoje um ataque a um centro de dados da empresa tecnológica Amazon no Bahrein, dias depois de ter anunciado que iria começar a atacar empresas norte-americanas no Médio Oriente.

“A Guarda Revolucionária atingiu um centro de dados da Amazon no Bahrein, o que obrigou a empresa a abandonar a região”, afirmou a agência iraniana Mehr.

O exército da República Islâmica não deu mais detalhes sobre o suposto ataque, que ocorre após ter anunciado na terça-feira que iria começar a bombardear empresas dos Estados Unidos na região.

A Guarda Revolucionária publicou na mesma ocasião uma lista de 18 empresas, em que também constavam a Microsoft, Apple, Google, HP, Intel, Meta, IBM, Boeing e a Nvidia, afirmando que estas deviam “esperar a destruição” das suas instalações “em todos os países da região” do Médio Oriente em retaliação por quaisquer outros “assassínios no Irão”.

“Aconselhamos os trabalhadores destas instituições a abandonarem imediatamente os seus locais de trabalho para salvar as suas vidas”, continuava a mesma nota.

“É igualmente aconselhado aos habitantes das zonas próximas destas empresas terroristas em todos os países da região que abandonem as suas casas no raio de um quilómetro”, acrescentou o Exército ideológico do regime iraniano.

Em pouco mais de um mês de bombardeamentos ao Irão, os Estados Unidos (EUA) e Israel eliminaram mais de uma dúzia de altos responsáveis religiosos, políticos e militares da República Islâmica, entre os quais o líder supremo, Ali Khamenei (entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei), e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani.

Os EUA e Israel justificaram o ataque militar lançado ao Irão a 28 de fevereiro com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques a alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

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