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Papa Leão XIV contra quem promove a guerra

Papa Leão XIV
Papa Leão XIV Imagens: DR

Redacção

Publicado às 14h03 12/04/2026 - Actualizado às 14h03 12/04/2026

Luanda - O Papa Leão XIV denunciou, sabado, os belicistas e as “demonstrações de força” durante uma oração pela paz, no Vaticano, numa das suas críticas mais veementes até à data aos conflitos armados que assolam o mundo.

“Basta de idolatria do ego e do dinheiro! Basta das demonstrações de força! Basta de guerra! A verdadeira força manifesta-se em servir a vida”, afirmou o Sumo Pontífice, num discurso proferido na Basílica de São Pedro, em Roma.

Leão XIV presidiu a uma oração vespertina na Basílica de São Pedro no mesmo dia em que os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão iniciaram negociações presenciais no Paquistão e enquanto se mantém um frágil cessar-fogo.

Proferidas em tom ponderado, as palavras do Chefe da Igreja Católica, que conta com 1,4 mil milhões de fiéis em todo o mundo, constituíram, no entanto, algumas das suas críticas mais contundentes até ao momento à onda de conflitos que assola o planeta.

“Queridos irmãos e irmãs, há, certamente, responsabilidades imperativas que incumbem aos líderes das nações. A eles clamamos: ‘Parem! É tempo de fazer a paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeia o rearmamento e se decidem acções mortais!’”, declarou.

Tal como já o fez no passado, o primeiro Papa norte-americano não citou qualquer político, nem se referiu a um país específico, mas o tom e a mensagem pareceram dirigidos às autoridades norte-americanas, que se vangloriaram da superioridade militar dos EUA e justificaram a guerra contra o Irão em termos religiosos.

Nos bancos da Basílica estava o arcebispo de Teerão, o cardeal belga Dominique Joseph Mathieu, e os norte-americanos estiveram representados em termos diplomáticos pela sua vice-chefe de missão, Laura Hochla, informou a Embaixada dos EUA.

Nas primeiras semanas da guerra, Robert Francis Prevost, que nasceu em Chicago, mostrou-se relutante em condenar publicamente a violência e limitou os comentários a apelos discretos à paz e ao diálogo.

Mas, a partir do Domingo de Ramos, Leão XIV, nome papal que adoptou, intensificou as críticas e, nesta semana, disse que a ameaça do Presidente norte-americano, Donald Trump, de aniquilar a civilização iraniana era “verdadeiramente inaceitável”, pedindo que o diálogo prevalecesse.

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