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França convoca reunião para resolver crise no estreito de Ormuz

França convoca reunião internacional para resolver crise no estreito de Ormuz
França convoca reunião internacional para resolver crise no estreito de Ormuz Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h56 13/04/2026

Paris - O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que será organizada, nos próximos dias, uma conferência internacional com o objectivo de encontrar uma solução para o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio global.

A iniciativa será promovida em conjunto com o Reino Unido e pretende reunir países dispostos a contribuir para uma missão multinacional de carácter pacífico.

De acordo com o 20minutos, esta decisão surge como resposta direta ao ultimato lançado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exigiu aos aliados europeus propostas concretas para lidar com a crise na região. A situação agravou-se após o envio da Marinha norte-americana e o anúncio do bloqueio ao tráfego marítimo com destino aos portos iranianos.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, Macron explicou que o objectivo da conferência será “restaurar a liberdade de navegação” no Estreito de Ormuz, sublinhando a necessidade de uma solução diplomática para o conflito.

O líder francês defendeu que todos os esforços devem ser feitos para alcançar um acordo rápido e duradouro no Médio Oriente.

Segundo o 20minutos, Macron destacou ainda que esse eventual acordo deverá abordar várias questões fundamentais, incluindo o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irão, as suas ações na região e a urgência de garantir uma circulação marítima segura e contínua. O Presidente francês acrescentou também a importância de assegurar a estabilidade no Líbano, com respeito pela sua soberania.

A iniciativa franco-britânica surge num contexto de forte pressão por parte de Washington. Donald Trump deu um prazo de dois dias aos países europeus para apresentarem soluções, após uma reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte. Pouco depois, anunciou que os Estados Unidos iriam bloquear todo o tráfego marítimo de entrada e saída dos portos iranianos.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, alinhou com a posição de Macron, mas afastou a possibilidade de envolvimento militar. O líder britânico afirmou que o seu país não será arrastado para uma guerra, defendendo antes a coordenação de uma coligação internacional, composta por cerca de 40 países, para encontrar uma saída diplomática para a crise.

Entretanto, o Irão reagiu com firmeza às ações norte-americanas. As Forças Armadas iranianas classificaram o bloqueio como um acto ilegal e compararam-no à pirataria, alertando que a segurança nos portos da região deve ser garantida para todos. Caso contrário, avisaram, nenhum porto no Golfo Pérsico ou no Golfo de Omã estará seguro.

Também a China se pronunciou sobre a situação, apelando à manutenção da livre circulação no Estreito de Ormuz. Pequim sublinhou que esta rota é vital para o comércio internacional de energia e bens, defendendo um acordo rápido que permita restaurar a estabilidade e evitar uma escalada do conflito.

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