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Irão proíbe exportações de aço para garantir abastecimento interno

Irão proíbe exportações de aço para garantir abastecimento interno
Irão proíbe exportações de aço para garantir abastecimento interno Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h13 27/04/2026

Teerão - O Irão proibiu temporariamente a exportação de produtos siderúrgicos para assegurar o abastecimento interno, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel a infra-estruturas do sector no conflito em curso, foi hoje divulgado.

Num anúncio citado pela televisão estatal, o Departamento de Regulação das Exportações e Importações informou que os produtos siderúrgicos passam a estar sujeitos a restrições para "periorizar o abastecimento interno".

A medida abrange dezenas de produtos essenciais, incluindo chapas, folhas, materiais revestidos e tiras, reflectindo o impacto da decisão num sector considerado estratégico para a economia iraniana.

Segundo as autoridades, as restrições estarão em vigor até 30 de Maio e aplicam-se a 66 linhas tarifárias.

O Governo iraniano justificou a decisão com a necessidade de evitar rupturas no mercado interno e de conter a subida de preços, numa altura em que a indústria do aço enfrenta perturbações significativas.

Nas últimas semanas, no actual ambiente de guerra, várias siderurgias iranianas foram alvo de ataques, nomeadamente as instalações de Mobarakeh e Khuzestan, duas das principais produtoras de aço do país.

Teerão denunciou, a 27 de Março, os bombardeamentos atribuídos a Israel e aos Estados Unidos, sublinhando o impacto directo sobre a capacidade produtiva nacional.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de Fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infra-estruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Um cessar-fogo, negociado originalmente para durar duas semanas a partir de 08 de Abril, foi prorrogado sem um prazo definido, criando espaço para a diplomacia, mas prolongando simultaneamente o clima de incerteza.

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