Mundo

Mundo


PUBLICIDADE

Papa Leão XIV reconhece mártires da guerra civil na Espanha

Papa Leão XIV reconhece mártires da guerra civil na Espanha
Papa Leão XIV reconhece mártires da guerra civil na Espanha Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h17 27/04/2026

Vaticano - O Papa Leão XIV reconheceu 50 religiosos assassinados na Catalunha durante a guerra civil espanhola como mártires da perseguição religiosa no século XX em Espanha, anunciou esta segunda-feira o Vaticano.

Leão XIV “reconhece o martírio de 50 espanhóis assassinados pelo ódio à fé”, disse o Vaticano, em comunicado.

Vaticano - O Papa, que visita Espanha de 6 a 12 de Junho, na primeira visita de um chefe da Igreja Católica ao país desde 2011, reconheceu, assim mais 50 mártires da “perseguição religiosa em Espanha no século XX”, entre 1931 e 1939, que coincidiu com a II República espanhola e a guerra civil que desembocou na ditadura do general Francisco Franco.

Os papas João Paulo II, Bento XVI e Francisco reconheceram como mártires da perseguição religiosa em Espanha no século XX mais de duas mil pessoas, quase todas já também beatificadas ou canonizadas pela Igreja Católica.

Segundo a Conferência Episcopal Espanhola, são mais de 10 mil os “mártires da perseguição religiosa do século XX em Espanha”, entre 1931 e 1936.

Mais de 500 mil pessoas morreram só durante os anos da guerra civil (1936 a 1939), que enfrentou as forças nacionalistas rebeldes lideradas por Franco e os defensores de uma República espanhola.

Franco declarou-se vencedor em 1 de Abril de 1939 e governou de forma autoritária até à morte, em 20 de novembro de 1975, havendo mais de 110 mil vítimas mortais da guerra e da ditadura que ficaram por identificar.

Durante a visita a Espanha em Junho, o Papa vai passar por Madrid, Barcelona e duas ilhas das Canárias, arquipélago onde chegam anualmente milhares de pessoas a bordo de embarcações precárias conhecidas como “pateras” e onde Leão XIV se vai encontrar com imigrantes.

Esta visita de Leão XIV a Espanha é “uma viagem herdada”, já aprovada pelo antecessor, Francisco, “que queria ir às ilhas Canárias” e “lançar mensagens a partir de um lugar muito relacionado com a migração, a migração desde a África subsaariana”, explicou recentemente, numa conferência de imprensa em Madrid, um dos coordenadores desta viagem do papa Yago de la Cierva.

Leão XIV termina a visita a Espanha nas Canárias. Antes, vai passar por Barcelona, onde deverá benzer a torre mais alta da Sagrada Família de Barcelona, assim como a cruz que foi colocada no topo do templo este ano, fazendo desta construção a igreja mais alta do mundo.

Nos primeiros dias da viagem a Espanha, em Madrid, o Papa deve celebrar pelo menos uma missa num espaço público, previsivelmente para milhares de pessoas, e ter encontros institucionais na capital espanhola.

PUBLICIDADE