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China defende reforço da ONU para evitar que prevaleça "lei da selva"

China defende reforço da ONU para evitar que prevaleça "lei da selva"
China defende reforço da ONU para evitar que prevaleça "lei da selva" Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h59 29/04/2026

Beijing - O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, defendeu hoje o reforço das Nações Unidas e do multilateralismo num contexto de crescente instabilidade global, para evitar que prevaleça a "lei da selva".

Wang expressou esta posição durante um encontro em Beijing com a presidente da Assembleia-Geral da ONU, Annalena Baerbock, segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Perante um cenário internacional marcado por tensões crescentes e pela adopção de abordagens baseadas na força por alguns países, "é necessário manter o rumo correcto da unidade e da cooperação e não permitir que prevaleça a lei da selva", afirmou Wang, citado no comunicado.

O diplomata considerou que a organização e o multilateralismo enfrentam "sérios desafios" e alertou contra a hegemonia, a intimidação e a imposição da vontade do mais forte, defendendo antes um sistema baseado na equidade e na justiça.

Wang descreveu a Assembleia Geral da ONU como a principal plataforma para a prática do multilateralismo e assegurou que a China continuará a defender este sistema internacional, promovendo o desenvolvimento comum e reforçando a governação global.

Baerbock agradeceu o apoio da China às Nações Unidas e destacou o seu "papel fundamental" como membro fundador e permanente do Conselho de Segurança na defesa do direito internacional, segundo o mesmo comunicado.

"Perante a crescente pressão sobre o multilateralismo e os ataques directos à Carta da ONU, os países devem unir-se mais do que nunca para apoiar a organização", afirmou.

Desde o início do conflito no Médio Oriente, Beijing tem apelado a uma solução negociada, apoiando iniciativas que contribuam para reduzir tensões, e defendendo que o Conselho de Segurança deve desempenhar um papel de desanuviamento e não "compactuar com actos de guerra ilegais".

A China tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de respeitar a soberania dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.

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