RELAçõES BILATERAIS

Presidente da Turquia reúne-se com o homologo da Ucrânia

Presidente da Turquia reúne-se com o homologo da UcrâniaImagem: DR

05/04/2026 14h54

Istambul - O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, recebeu, no sábado, em Istambul, o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para conversar sobre a segurança energética e marítima, e também sobre os esforços para pôr fim à guerra entre Ucrânia e Rússia, informou a Presidência turca.

A visita ocorreu um dia depois de Erdogan conversar com o Presidente russo, Vladimir Putin, que acusou a Ucrânia de tentar atacar o gasoduto entre a Rússia e a Turquia, que também abastece vários países europeus, reportou a Lusa.

Erdogan “destacou a importância que a Turquia dá à segurança da navegação no Mar Negro e o carácter crucial da segurança do abastecimento energético”, ressaltou o seu gabinete.

Os dois líderes abordaram as relações bilaterais entre Turquia e Ucrânia, “os esforços de paz no conflito entre Rússia e Ucrânia, e os acontecimentos regionais e internacionais”, acrescentou.

Zelensky disse que os dois líderes conversaram sobre os “passos para implementar projectos conjuntos no desenvolvimento da infra-estrutura de gás, assim como de oportunidades para a exploração de jazidas de gás”.

A reunião contou com forte presença policial nos arredores do Palácio de Dolmabahçe, às margens do Bósforo, que no passado também recebeu várias rondas de negociações entre Moscovo e Kiev.

Zelensky também tinha previsto reunir-se com o patriarca ecumênico Bartolomeu, líder espiritual da maioria das igrejas cristãs ortodoxas, uma semana antes da Páscoa ortodoxa, celebrada a 12 de Abril na Ucrânia e na Rússia.

Kiev vem pressionando para obter uma trégua durante as festas da Páscoa ortodoxa, que inclua o cessar dos ataques contra a infra-estrutura energética.

A Rússia, que procura um acerto permanente em vez de um cessar-fogo temporário, afirmou que não tinha visto nenhuma proposta “claramente formulada” por parte de Kiev.

A Ucrânia tem atacado a infra-estrutura russa ao longo de mais de quatro anos de guerra, numa tentativa de fragilizar a capacidade de Moscovo de financiar a sua ofensiva.

Os ataques russos contra instalações energéticas deixaram sem electricidade, nem aquecimento das habitações de milhões de ucranianos desde o início da guerra, em 2022.

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