NEGOCIAçõES

Primeira ronda de negociações entre Irão e EUA termina com sinais de optimismo

Delegação norte-americana em Islamabad, Paquistão Imagem: DR

12/04/2026 13h57

Luanda - O Irão e os Estados Unidos concluíram, sábado, a primeira ronda de negociações, que decorreu em Islamabad, com sinais de optimismo e com a troca dos primeiros documentos para um acordo.

Segundo a agência EFE, que cita uma fonte diplomática iraniana, “ambos os lados estão optimistas quanto ao resultado das conversações”, acrescentando que, depois da conclusão da primeira ronda, os dois lados estão agora a trocar os primeiros documentos.

A emissora estatal iraniana, citando uma fonte estatal próxima de Teerão, disse que poderia avançar ainda ontem ou hoje à noite uma nova ronda negocial das conversações trilaterais entre Estados Unidos, Irão e Paquistão.

“Os especialistas de ambos os lados estão a trocar textos” para que seja possível chegar a um acordo de cessar-fogo que vá além das duas semanas definidas na quarta-feira, disse à televisão estatal do Irão uma fonte próxima das negociações.

As duas delegações, do lado dos Estados Unidos liderada pelo Vice-Presidente, JD Vance, e do Irão pelo líder do Parlamento, Mohammed Bagher Qalibaf, discutem como fazer avançar o cessar-fogo, já ameaçado por desentendimentos e pelos ataques continuados de Israel no Líbano.

Além de JD Vance, a delegação norte-americana é constituída pelos enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do Presidente norte-americano, Donald Trump.

A delegação do Irão aterrou na sexta-feira à tarde em Islamabad, segundo noticiaram então os media iranianos.

O controlo do Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra lançada a 28 de Fevereiro pelos Estados e Israel contra o Irão, está no centro das negociações de paz, em Islamabad, no fim-de-semana, entre as delegações norte-americana e iraniana.

O Irão e os Estados Unidos tinham afirmado que o Estreito de Ormuz seria desbloqueado depois de terem anunciado, na terça-feira à noite, um cessar-fogo de duas semanas, mas desde então apenas um pequeno número de navios conseguiu utilizar esta via marítima estratégica colocada sob ameaça militar por Teerão.

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