Mundo

Mundo


PUBLICIDADE

Trump rejeita condições do Irão para paz e Irão alerta sobre novos ataques

Trump rejeita condições do Irão para paz e Teerão alerta sobre novos ataques
Trump rejeita condições do Irão para paz e Teerão alerta sobre novos ataques Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h09 11/05/2026

Washington - O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “totalmente inaceitáveis” as condições do Irão para pôr fim à guerra no Médio Oriente, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações.

“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irão. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu Trump na sua rede Truth Social, de acordo com a AFP.

Mais cedo, o Irão havia respondido à última proposta de paz de Washington, advertindo que não se conteria para reagir a qualquer novo ataque dos Estados Unidos nem permitiria mais navios de guerra estrangeiros no Estreito de Ormuz.

Mais de um mês após o início de um cessar-fogo a 08 de Abril, não há avanços para o fim definitivo da guerra no Médio Oriente, desencadeada pelos ataques de 28 de Fevereiro de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.

Teerão respondeu com represálias em vários países da região e com o bloqueio do Estreito de Ormuz. O conflito deixou milhares de mortos, principalmente no Irão e no Líbano, e desestabilizou a economia mundial.

“A República Islâmica do Irão enviou, por meio de um mediador paquistanês, a sua resposta ao último texto proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra”, informou no domingo a agência oficial de notícias Irna, sem dar mais detalhes.

A resposta do Irão concentra-se em “pôr fim à guerra e garantir a segurança marítima” no Golfo e no Estreito de Ormuz, segundo a Irna.

Trump não mencionou o anúncio do Irão numa extensa publicação no Truth Social mais cedo no domingo, mas acusou a República Islâmica de “rir” do seu país. “Eles não vão rir mais!”, acrescentou, sem dar mais explicações.

O Presidente americano pressionará o Presidente chinês, Xi Jinping, sobre a questão do Irão quando visitar Beijing na próxima semana, declarou no domingo um alto funcionário do seu governo. A China é um grande comprador do petróleo iraniano.

Em entrevista gravada durante a semana e divulgada neste domingo, o republicano afirmou que precisaria de apenas duas semanas para atacar “cada um dos alvos” restantes no Irão, e insistiu que o país já está derrotado “militarmente”.

“Nunca nos curvaremos diante do inimigo e, se se fala em diálogo ou negociação, isso não significa rendição nem retirada”, publicou no domingo no X o Presidente iraniano, Masud Pezeshkian.

Enquanto isso, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu disse numa entrevista divulgada no domingo que a guerra com o Irão “não terminou”.

“Ainda resta material nuclear – urânio enriquecido – que precisa ser retirado do Irão. Ainda há instalações de enriquecimento que devem ser desmanteladas”, argumentou.

A falta de acordo preocupa os mercados mundiais de energia e os preços do petróleo voltaram a subir na abertura desta segunda-feira. O Brent, referência internacional, avançou 2,69%, para 104,01 dólares (1 dólar equivale a 913 kwanzas) por barril, para entrega em Julho.

O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, advertiu os Estados Unidos contra qualquer ataque a embarcações nas águas do Golfo e afirmou que a moderação do Irão chegou ao fim.

“Nossa moderação acabou a partir de hoje. Qualquer ataque contra nossas embarcações desencadeará uma resposta iraniana forte e decisiva contra navios e bases americanas”, escreveu Rezaei no X.

Vários alvos no Golfo foram atingidos por ataques neste domingo, incluindo um cargueiro que navegava em direcção ao Qatar.

O Ministério da Defesa do Catar informou que um cargueiro que chegava às suas águas vindo de Abu Dhabi foi atingido por um drone ao nordeste do porto de Mesaieed.

Embora não tenha havido reivindicação imediata de responsabilidade, a agência iraniana Fars informou que “o navio atingido perto da costa do Catar navegava sob bandeira americana e pertencia aos Estados Unidos”.

PUBLICIDADE