Keir Starmer está sob pressão para renunciar ao cargo de PM do Reino Unido
Abuja - O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, está sob intensa pressão para renunciar ao cargo, com pelo menos 81 membros do Partido Trabalhista do Reino Unido, incluindo Shabana Mahmood, secretária do Interior, pedindo que estabeleça um cronograma para sua saída.
O número representa 21% dos 403 deputados do partido, o limite necessário para desencadear uma disputa pela liderança, informa o jornal nigeriano Vanguard.
Trata-se da ameaça interna mais grave já enfrentada pelo primeiro-ministro, vinda de dentro de suas próprias fileiras.
A pressão sobre Starmer tem aumentado desde que o Partido Trabalhista sofreu resultados desastrosos nas eleições locais da semana passada, perdendo centenas de vereadores para o partido de extrema-direita Reform UK e para o Partido Verde, de esquerda populista.
O partido também perdeu a sua hegemonia centenária no País de Gales e foi duramente derrotado pelo Partido Nacional Escocês no parlamento regional em Edimburgo.
Os resultados somaram-se a alguns meses miseráveis para Starmer, que se viu envolvido num escândalo devido à sua decisão de nomear e, posteriormente, demitir Peter Mandelson como embaixador nos EUA.
Mandelson era um antigo amigo de Jeffrey Epstein, suposto criminoso sexual.
No início deste ano, Starmer resistiu aos pedidos de demissão devido à sua decisão de nomear Mandelson.
O primeiro-ministro também tem sido alvo de críticas pela sua incapacidade de reactivar a economia, deixando os cidadãos britânicos a lidar com um elevado custo de vida.
Wes Streeting, secretário de Saúde, e Angela Rayner, ex-vice-primeira-ministra, são vistos como os substitutos mais prováveis de Keir entre os deputados trabalhistas.