POLíTICA

França com 35 candidatos para suceder Emmanuel Macron

França com 35 candidatos para suceder Emmanuel Macron Imagem: DR

27/05/2026 22h07

Paris - A França prepara-se para escolher um novo presidente em 2027, mas a corrida ao Eliseu já começou marcada por uma fragmentação política que preocupa o centro, a direita tradicional e a esquerda moderada.

O ‘The Guardian’ escreve que há atualmente 35 figuras entre candidatos declarados, potenciais candidatos ou políticos que admitem estar interessados em suceder a Emmanuel Macron, que não pode cumprir um terceiro mandato consecutivo.

O risco, segundo a análise, é claro: se os partidos tradicionais e moderados não conseguirem reduzir o número de candidaturas, a primeira volta das presidenciais pode transformar-se numa “auto-estrada” para a extrema-direita.

O Rassemblement National, de Marine Le Pen e Jordan Bardella, surge confortavelmente à frente nas sondagens para a primeira volta, enquanto centro, centro-direita e esquerda continuam divididos entre vários nomes.

A preocupação foi resumida pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, numa frase citada pelo jornal britânico: “O verdadeiro risco é que este emaranhado de ambições reflita uma falta tão grande de ligação à realidade por parte de todos estes candidatos que os eleitores considerem tudo grotesco.”

Macron deixará o Palácio do Eliseu depois de uma década no poder e com níveis elevados de impopularidade. Esse legado complica a vida aos candidatos do campo presidencial, incluindo Gabriel Attal, antigo primeiro-ministro e uma das figuras mais visíveis do centro.

Attal, que foi o mais jovem chefe de Governo francês quando chegou ao cargo em 2024, já sinalizou ambição presidencial, mas enfrenta dois problemas: a proximidade a Macron e a concorrência de outros centristas.

Entre esses rivais está Édouard Philippe, antigo primeiro-ministro de Macron, presidente da Câmara de Le Havre e líder do partido Horizons. Philippe surge como uma das figuras moderadas mais competitivas e, segundo as sondagens citadas pelo ‘The Guardian’, é até agora o único candidato apontado como remotamente capaz de derrotar a extrema-direita numa segunda volta.

 

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