Mundo

Mundo


PUBLICIDADE

Leão XIV nomeia primeira mulher leiga para um cargo de topo no Vaticano

Papa Leão XIV nomeia primeira mulher leiga para um cargo de topo no Vaticano
Papa Leão XIV nomeia primeira mulher leiga para um cargo de topo no Vaticano Imagens: DR

Redacção

Publicado às 21h07 02/06/2026 - Actualizado às 21h08 02/06/2026

Vaticano - O Papa Leão XIV nomeou Maria Montserrat Alvarado para liderar o Dicastério para a Comunicação do Vaticano, tornando-se a primeira mulher leiga a ocupar um cargo de topo na governação da Igreja Católica, escreve o The Guardian.

Actualmente presidente do órgão de comunicação católico norte-americano EWTN News, Alvarado passará a dirigir o departamento de comunicação da Santa Sé, criado em 2015 pelo Papa Francisco. A estrutura é responsável pela supervisão do portal de notícias do Vaticano, da rádio, do jornal, do gabinete de imprensa, da editora e da filmoteca vaticana.

Nascida na Cidade do México e cidadã norte-americana desde 2008, Maria Montserrat Alvarado iniciará funções a 1 de Novembro, substituindo Paolo Ruffini, que se vai aposentar.

De acordo com o Vatican News, embora religiosas e mulheres leigas já tenham desempenhado funções influentes na Cúria Romana, Alvarado é a primeira mulher não religiosa a ser nomeada prefeita de um dicastério da Santa Sé.

Num comunicado, a futura responsável afirmou que recebeu a nomeação de forma inesperada, mas com um “desejo sincero de servir o Santo Padre no início do seu pontificado”. Alvarado agradeceu ainda a liderança de Paolo Ruffini nos últimos anos e manifestou a intenção de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo dicastério.

Segundo o The Guardian, a escolha é vista como um sinal de continuidade do caminho iniciado por Francisco. Durante os seus 12 anos de pontificado, o anterior Papa promoveu um aumento da presença feminina no Vaticano e nomeou várias mulheres leigas para cargos de elevada responsabilidade.

Nos meses que antecederam a sua morte, Francisco colocou as religiosas Raffaella Petrini e Simona Brambilla em funções de topo, ao mesmo tempo que criticou aquilo que considerava ser uma “mentalidade chauvinista” dentro da Igreja Católica.

PUBLICIDADE