Bielorrússia acusa Ucrânia de ataque a autocarro com crianças na Rússia
Minsk - O Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, culpou esta quinta-feira as forças ucranianas pelo ataque de quarta-feira na Rússia contra um autocarro que transportava uma equipa de futebol infantil bielorrussa, no qual morreu uma pessoa e sete ficaram feridas.
"Não estamos a tirar conclusões precipitadas, mas notámos claramente que se tratava de um veículo aéreo não tripulado (drone) de origem ucraniana", afirmou Alexander Lukashenko, citado pela agência noticiosa BelTA.
Ao classificar o ataque como "puro fascismo", o chefe de Estado bielorrusso adiantou esperar uma resposta "justa e honesta" das autoridades ucranianas, exigindo "uma punição adequada dos responsáveis".
As autoridades bielorrussas convocaram o encarregado de negócios ucraniano no país, Ivan Novitskiy, para protestar pelo incidente e exigir "explicações concretas", bem como uma "investigação imediata e objetiva" e reclamar que "os perpetradores sejam levados à justiça com o máximo rigor".
Minsk vai procurar uma avaliação internacional e uma condenação inequívoca do ataque, afirmaram.
"Em relação a este horrível acontecimento, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Bielorrússia já enviou as notificações pertinentes às missões bielorrussas no estrangeiro, em particular aos nossos representantes permanentes junto de organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e a Comunidade dos Estados Independentes", esclareceram.
As mesmas autoridades disseram que a Bielorrússia "reserva-se o direito de realizar sessões e audiências perante organismos internacionais" a propósito do ataque.
"Não permitiremos que as mortes de civis e o sofrimento das nossas crianças fiquem sem resposta", referiram.
A Rússia anunciou na quarta-feira que um autocarro que transportava uma equipa de futebol infantil bielorrussa entre Gomel, na Bielorrússia, e a cidade de Gelendzhik, na região russa de Bryansk foi alvo de um ataque, cuja responsabilidade atribuiu diretamente às forças ucranianas.
Uma mulher foi morta no ataque e sete pessoas ficaram feridas, das quais cinco são crianças.
O Governo russo classificou o ataque como um "crime abominável" perpetrado pelo "regime de [o Presidente ucraniano] Volodymyr Zelensky, que, apesar das declarações hipócritas sobre o alegado compromisso com a proteção das crianças, está consciente e inegavelmente a colocá-las em perigo".