POLíTICA

Primeiro-ministro do Reino Unido anuncia demissão

Primeiro-ministro do Reino Unido anuncia demissão Imagem: DR

22/06/2026 16h07

Londres - O Primeiro-ministro do Reino Unido anunciou esta segunda-feira que vai deixar o cargo voluntariamente, tendo em conta à pressão política interna e externa. A sua saída ocorre dois anos depois de ter chegado ao poder, quando o seu Partido Trabalhista venceu as legislativas de 4 de Julho de 2024.

“A questão que o meu partido se coloca é se sou eu a pessoa mais bem colocada para nos liderar nas próximas eleições legislativas. Ouvi a resposta do meu grupo parlamentar a essa pergunta, e aceito essa resposta graciosamente”, afirmou Keir Starmer, à porta da sua residência oficial.

Com a voz embargada ao regozijar-se por ir ter mais tempo para a mulher, Victoria, e a filha e o filho adolescentes do casal, o ainda governante detalhou o calendário para a sua sucessão. O prazo para nomear candidatos começa a 9 de Julho e termina a 16, data de começo das férias parlamentares.

Havendo mais do que um postulante, a eleição decorre nas semanas seguintes. Quando a Câmara dos Comuns retomar os trabalhos, a 1 de setembro, haverá novo chefe do Partido do Trabalhista e do Governo (sem necessidade de ir às urnas, pela convenção constitucional britânica).

Até lá, garante Starmer, a condução do Executivo está assegurada. A 7 e 8 de Julho, será ele a representar o Reino Unido na cimeira da NATO, em Ancara, na Turquia.

O favorito para ocupar o n.º 10 de Downing Street em vez de Starmer é Andy Burnham, que este mesmo dia toma posse como deputado pelo círculo de Makerfield, no norte de Inglaterra. Foi eleito numa intercalar, depois de um camarada seu ter renunciado ao lugar precisamente para lhe abrir alas.

Com 54% dos votos, superou o que as sondagens lhe alvitravam e revelou-se capaz de vencer o partido de direita radical Reform UK, chefiado por Nigel Farage, que encabeça as intenções de voto para as próximas legislativas.

Quem quiser concorrer ao cargo que Starmer abandona precisará do apoio de 20% da bancada parlamentar trabalhista, ou seja, de 81 deputados.

Terá também de ser nomeado por 5% das delegações locais trabalhistas ou três sindicatos afiliados ao partido, que representem mais de 5% dos respetivos membros. Definidos os candidatos, a escolha caberá aos militantes do partido e sindicalistas afiliados.

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