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Quinze mineiros morrem num desabamento de mina no Sudão

Quinze mineiros morrem num desabamento de mina no Sudão
Quinze mineiros morrem num desabamento de mina no Sudão Imagens: DR

Redacção

Publicado às 22h16 06/07/2026

Cartum - Quinze mineiros morreram num desabamento de uma mina de ouro abandonada no norte do Sudão, anunciou hoje a empresa pública sudanesa.

Segundo a empresa Sudanese Mineral Resources Company (SMRC), empresa pública de exploração mineira no país africano, os mineiros tinham entrado na mina abandonada de Mohamed Tawfiq, situada na cidade de Wadi Halfa, perto da fronteira com o Egipto, quando "partes da mina ruíram (...), matando 15 mineiros e causando um ferido", cita a Lusa, no Notícias ao Minuto.

Desde o início da guerra no Sudão, em Abril de 2023, que opõe o exército sudanês aos paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla inglesa), as duas partes beligerantes têm assegurado o financiamento em grande escala graças à indústria aurífera do país, para além do apoio de patrocinadores estrangeiros.

A guerra fragilizou a economia do país e privou de emprego uma grande parte dos sudaneses, levando muitos deles a uma perigosa corrida ao ouro.

No Sudão, a maior parte do ouro é extraída através de processos mineiros artesanais e de pequena escala, em zonas informais ou em explorações abandonadas, na ausência total de medidas de segurança.

A utilização de produtos químicos perigosos conduz frequentemente à propagação em massa de doenças nas proximidades da mina.

Antes mesmo de a guerra ter levado 25 milhões de sudaneses à insegurança alimentar, mais de dois milhões de pessoas trabalhavam na mineração artesanal, de acordo com dados do sector.

O Sudão, o terceiro maior país de África, maior produtor de ouro do continente, e a produção de 2025, de 70 toneladas, é a "mais elevada dos últimos cinco anos", segundo a SMRC.

Das 70 toneladas produzidas no ano passado, apenas "20 toneladas foram exportadas pelos canais oficiais", declarou o ministro das Finanças, Gibril Ibrahim.

Segundo as autoridades sudanesas, a maior parte do ouro centra-se nas redes de contrabando que operam através do Chade, Sudão do Sul ou Egipto, com destino aos Emirados Árabes Unidos, o segundo maior exportador mundial de ouro.

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