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Putin promete triunfo militar contra Ucrânia

Putin promete triunfo militar contra Ucrânia
Putin promete triunfo militar contra Ucrânia Imagens: DR

Redacção

Publicado às 18h31 13/07/2026 - Actualizado às 18h31 13/07/2026

Moscovo - O Presidente russo, Vladimir Putin, prometeu esta segunda-feira, vencer a guerra contra a Ucrânia no primeiro acto de campanha para as eleições legislativas de Setembro, em que o partido presidencial, Rússia Unida, pretende revalidar a maioria.

"A nossa força reside em que superamos sempre todas as dificuldades e todos os receios. E isso torna-nos mais fortes", disse Putin ao intervir no fórum "Tudo pela Vitória", organizado pela plataforma Frente Popular.

O chefe do Kremlin, a presidência da Rússia, insistiu em que as tropas russas avançam na linha da frente, enquanto a economia se desenvolve apesar dos entraves impostos pelo Ocidente.

Putin afirmou que os russos doaram cerca de 70.000 milhões de rublos (800 milhões de euros) para as necessidades do exército através da Frente Popular.

"Por isso, sem dúvida, a vitória espera-nos", assegurou, num discurso perante militares e membros das respetivas famílias citado pela agência de notícias espanhola EFE.

As declarações de Putin ocorrem depois de a Comissão Eleitoral Central (CEC) da Rússia ter aprovado no domingo as listas de 11 partidos que procuram participar nas eleições de 20 de setembro.

Ainda se desconhece os candidatos que vão participar nas eleições, já que a CEC ainda vai ter de verificar os documentos de todos os que pretendem conquistar um lugar no parlamento.

Hoje mesmo, a polícia deteve em Moscovo um dos poucos líderes opositores ainda em liberdade, Boris Nadezhdin, que se candidatou às presidenciais em 2024.

Devido ao cansaço com a guerra, à contração económica, ao bloqueio da Internet e, mais recentemente, ao défice de combustível, a intenção de voto do Rússia Unida encontra-se em mínimos históricos, segundo as sondagens.

As eleições de Setembro serão as primeiras legislativas que se realizam na Rússia desde que Putin ordenou a invasão da Ucrânia, em Fevereiro de 2022, que desencadeou o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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