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UE e Filipinas reforçam laços políticos e económicos

UE e Filipinas reforçam laços políticos e económicos com vista a tratado de livre comércio
UE e Filipinas reforçam laços políticos e económicos com vista a tratado de livre comércio Imagens: DR

Redacção

Publicado às 19h56 24/07/2026

Manila - As chefes da diplomacia europeia e filipina assinaram hoje um acordo em Manila para reforçar laços políticos e económicos, no contexto das negociações do tratado de livre comércio e da incerteza global.

“A relação entre a União Europeia (UE) e as Filipinas encontra-se numa trajetória positiva. Hoje, concordámos em reforçar os nossos laços através do lançamento da Parceria Reforçada”, declarou a responsável europeia, Kaja Kallas numa conferência de imprensa ao lado da homóloga e Theresa Lazaro.

A diplomata europeia precisou que este novo nível de parceria se traduz em diálogos de alto nível mais frequentes, uma coordenação mais estreita em matéria de política externa e de segurança e uma cooperação mais sólida em áreas que vão desde o comércio ao clima.

Por seu lado, Lazaro destacou o bom momento das relações bilaterais e afirmou que isso é um testemunho do compromisso partilhado “de construir uma parceria mais sólida, melhorada e com visão de futuro”.

“As relações económicas entre o bloco europeu e Manila estão a avançar. A UE é o quarto parceiro comercial mais importante das Filipinas, com um comércio anual de bens que ronda os 17 mil milhões de euros”, assinalou Kallas.

“Foram alcançados avanços significativos nas negociações do nosso tratado de livre comércio. Estamos na reta final”, sublinhou a representante de Bruxelas.

Kallas, que participou na quarta e na quinta-feira, na capital filipina, na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), reuniu-se também ontem com o secretário da Defesa das Filipinas, Gilberto Teodoro.

Com o responsável pelas Forças Armadas filipinas, a diplomata da UE abordou a ajuda no valor de 15 milhões de euros, concedida através do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz a favor do país asiático, com o objectivo de reforçar capacidades marítimas através de equipamentos de vigilância e monitorização não letais.

“Uma demonstração clara de que a Europa está a assumir um papel mais importante como parceiro em matéria de segurança na região”, sublinhou Kallas, garantindo que esta é a primeira ajuda deste tipo na região do Indo-Pacífico.

Este reforço das relações com as Filipinas surge no âmbito dos esforços de Bruxelas para diversificar os parceiros comerciais e reduzir a dependência do bloco em relação aos Estados Unidos, na sequência da política de tarifas do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Entre o final do ano passado e o início deste ano, Bruxelas assinou com Indonésia, Índia e Austrália acordos de livre comércio que estavam em suspenso há uma ou duas décadas, e que se somam aos que já tinha na região com Singapura, Vietname, Japão, Coreia do Sul e Nova Zelândia, bem como ao que está a ser negociado com a Tailândia.

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