EUA planeiam nova tarifa sobre produtos chineses
Washington — A Administração norte-americana está a estudar a aplicação de uma nova tarifa de 7,5 por cento sobre determinados produtos chineses, numa medida destinada a responder às preocupações de Washington sobre o excesso de capacidade produtiva da economia chinesa.
A proposta surge numa altura em que os dois países procuram gerir as persistentes tensões comerciais entre as maiores economias do mundo.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a nova tarifa poderá ser anunciada antes de um encontro previsto para o próximo mês entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o Presidente chinês, Xi Jinping. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla destinada a proteger sectores industriais norte-americanos considerados vulneráveis à concorrência chinesa.
Nos últimos meses, Washington tem vindo a reforçar diversas barreiras comerciais sobre produtos provenientes da China. Entre as medidas recentemente anunciadas figuram novas tarifas sobre polissilício e componentes utilizados na produção de painéis solares e semicondutores, sectores considerados estratégicos para a segurança económica e tecnológica dos Estados Unidos.
Pequim tem reagido com firmeza às iniciativas norte-americanas, argumentando que as tarifas prejudicam as cadeias globais de abastecimento e afectam negativamente o comércio internacional. As autoridades chinesas defendem que as restrições comerciais criam obstáculos à cooperação económica e aumentam os custos para empresas e consumidores.
Analistas consideram que a eventual introdução da nova tarifa poderá agravar as tensões comerciais entre os dois países, embora ambos mantenham canais de diálogo abertos. Especialistas sublinham que as disputas em torno da capacidade industrial chinesa, dos subsídios estatais e do acesso aos mercados continuam a ser pontos centrais da relação bilateral.
Dados recentes indicam que a política tarifária norte-americana sofreu numerosas alterações desde 2025, abrangendo actualmente uma parte significativa das importações dos Estados Unidos. Estudos económicos apontam que estas medidas geram receitas adicionais para o Governo norte-americano, mas também podem aumentar os custos para empresas e consumidores.
A evolução das negociações entre Washington e Pequim será acompanhada de perto pelos mercados internacionais, uma vez que qualquer alteração nas relações comerciais entre as duas potências tem repercussões directas no comércio mundial, nos investimentos e nas cadeias globais de produção.