Banco Mundial prevê crescimento económico global de 2,5% em 2026
Washington – O Banco Mundial prevê que a economia mundial cresça 2,5 por cento em 2026, num contexto marcado por preços elevados da energia, inflação persistente, incerteza comercial e riscos associados aos conflitos geopolíticos.
Segundo a instituição, o crescimento mundial deverá recuperar em 2027 e 2028, à medida que as condições de abastecimento energético melhorarem e o comércio internacional ganhar maior dinamismo.
O Banco Mundial alerta, contudo, que os riscos permanecem inclinados para uma evolução negativa. Um agravamento dos conflitos, novas perturbações no fornecimento de matérias-primas e maior incerteza nas políticas económicas poderão provocar uma desaceleração mais acentuada.
Os preços da energia constituem actualmente uma das principais ameaças ao desempenho económico mundial. O aumento do petróleo e do gás pode elevar a inflação e obrigar os bancos centrais a manterem políticas monetárias mais restritivas.
A subida das taxas de juro, por sua vez, poderá afectar particularmente os países com elevados níveis de endividamento. O encarecimento do serviço da dívida reduz o espaço disponível para investimentos públicos em infra-estruturas, saúde e educação.
As economias em desenvolvimento enfrentam igualmente dificuldades relacionadas com o acesso ao financiamento internacional, a volatilidade cambial e a evolução dos preços das matérias-primas.
Apesar dos riscos, o Banco Mundial identifica oportunidades relacionadas com a expansão da inteligência artificial, que poderá aumentar a produtividade e estimular novas áreas de investimento e actividade económica.
A recuperação do comércio internacional também poderá contribuir para melhorar as perspectivas económicas nos próximos anos, caso sejam reduzidas as tensões comerciais e asseguradas condições mais estáveis para as cadeias mundiais de fornecimento.
O cenário traçado pela instituição reforça a necessidade de políticas económicas prudentes, diversificação das fontes de crescimento e maior capacidade dos países para enfrentar choques externos.