ECONOMIA

Mercados asiáticos sobem enquanto petróleo avança devido às incertezas

Fabricantes asiáticos beneficiam do aumento dos preços dos combustíveis nos EUAImagem: DR

10/08/2026 22h24

Tóquio - As bolsas asiáticas começaram a semana em alta, acompanhando a recuperação registada em Wall Street.

Os investidores reagiram positivamente aos dados mais fracos do mercado de trabalho norte-americano, que reduziram temporariamente o receio de uma subida iminente das taxas de juro nos Estados Unidos.

O índice Nikkei, do Japão, avançou cerca de 2%, enquanto o principal índice sul-coreano subiu aproximadamente 0,8%. Na China, porém, as acções de primeira linha recuaram cerca de 0,7%, depois de novos dados terem mostrado uma inflação mais fraca do que o esperado.

A atenção dos investidores continua concentrada nos Estados Unidos, onde será divulgado na quarta-feira o novo relatório sobre a inflação. Um resultado acima das expectativas poderá provocar uma nova reavaliação das perspectivas para as taxas de juro da Reserva Federal.

Os mercados de futuros passaram a atribuir cerca de 45% de probabilidade a uma subida das taxas da Fed em setembro. A possibilidade continua a ser significativa, especialmente porque a inflação permanece uma preocupação para os investidores.

Enquanto as bolsas recuperavam, os preços do petróleo voltaram a subir. O Brent avançou cerca de 0,6%, para aproximadamente 84 dólares por barril, enquanto o petróleo norte-americano WTI ganhou cerca de 0,5%, aproximando-se dos 79 dólares.

A subida do petróleo está relacionada com a instabilidade em torno do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo. O Irão sinalizou a possibilidade de um acordo de transporte marítimo com Omã, mas continua a estabelecer condições para a reabertura da importante passagem.

O cenário mostra como os mercados globais continuam extremamente sensíveis à combinação entre política monetária, inflação, energia e conflitos geopolíticos. Uma nova subida significativa dos preços do petróleo poderá aumentar novamente as pressões inflacionistas e dificultar a tarefa dos bancos centrais.

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