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Tensão no Médio Oriente mantém mercado do petróleo em alerta

Tensão no Médio Oriente mantém mercado do petróleo em alertaImagem: DR

12/08/2026 19h50

Londres - Os preços do petróleo permanecem elevados nesta quarta-feira, 12 de Agosto, num cenário marcado pelo equilíbrio entre preocupações com a procura mundial e o aumento dos riscos geopolíticos no Médio Oriente.

Segundo a Reuters, o petróleo Brent recuava apenas 3 centavos, para US$ 88,88 por barril, enquanto o petróleo norte-americano WTI subia 11 centavos, para US$ 83,31 por barril. A sessão tem sido volátil, com investidores avaliando simultaneamente as perspectivas de procura e os riscos de interrupção do abastecimento.

Tensão no Médio Oriente sustenta os preços

Um dos principais factores de preocupação é o aumento da tensão em importantes rotas marítimas utilizadas para transportar petróleo. Ataques contra embarcações na região e a falta de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irão aumentaram os receios de que o fornecimento internacional possa ser afetado.

A situação é particularmente importante devido ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo. A redução do tráfego de navios na região está aumentando a preocupação dos operadores do mercado com possíveis interrupções no abastecimento.

Procura mundial é o principal factor de pressão

Ao mesmo tempo, existe uma força que impede uma subida ainda maior dos preços: as perspectivas de procura global.

A OPEP reduziu a sua previsão de crescimento da procura mundial de petróleo para 2026 para cerca de 580 mil barris por dia. A Agência Internacional de Energia (IEA), por sua vez, prevê uma redução da procura de aproximadamente 1,6 milhão de barris por dia, enquanto estima uma queda de cerca de 4,3 milhões de barris por dia na oferta, o que poderia resultar num défice significativo no mercado.

Inventários dos Estados Unidos também pesam

Outro elemento importante foi o aumento inesperado dos estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos. Segundo a Reuters, o crescimento das reservas foi associado a exportações mais fracas e importações maiores, representando o maior aumento desde janeiro de 2023.

Esse dado tende a exercer pressão baixa sobre os preços, pois sugere que a disponibilidade de petróleo no mercado norte-americano é maior do que os investidores esperavam.

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