Mundo

Mundo


PUBLICIDADE

Irão afirma ter atacado três petroleiros dos EUA no Estreito de Ormuz

Irão afirma ter atacado três petroleiros dos EUA no Estreito de Ormuz
Irão afirma ter atacado três petroleiros dos EUA no Estreito de Ormuz Imagens: DR

Redacção

Publicado às 13h42 06/09/2026

Teerão – A Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter atacado três petroleiros e três embarcações associadas aos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, numa nova escalada do conflito que opõe Teerão e Washington. A alegação foi divulgada pelos meios de comunicação estatais iranianos, mas não foi confirmada de forma independente.

Segundo o Irão, a operação constituiu uma resposta aos ataques norte-americanos realizados horas antes contra três petroleiros iranianos localizados perto da ilha de Kharg, de Jask e no Golfo de Omã.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) declarou que as forças norte-americanas atingiram os três petroleiros iranianos depois de mísseis balísticos lançados pela Guarda Revolucionária terem sido disparados contra dois navios de guerra da Marinha norte-americana. Washington afirmou que não houve baixas entre o pessoal militar dos EUA.

As autoridades norte-americanas indicaram que dois dos petroleiros iranianos foram permanentemente inutilizados e um terceiro foi destruído. Os EUA alegam que estas embarcações faziam parte de uma rede utilizada para financiar actividades da Guarda Revolucionária e de grupos aliados na região.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, pelo que qualquer incidente militar na zona gera preocupações imediatas nos mercados energéticos internacionais.

Analistas alertam que a troca de ataques representa uma das mais graves escaladas entre os dois países nos últimos meses e aumenta o risco de perturbações no comércio marítimo e nas exportações de petróleo do Golfo.

Entretanto, Teerão advertiu que responderá de forma "mais rápida, mais pesada e mais dolorosa" a quaisquer novos ataques, enquanto Washington mantém a pressão militar e económica sobre a República Islâmica.

PUBLICIDADE