Mundo

Mundo


PUBLICIDADE

Reino Unido endurece posição contra colonatos israelitas na Cisjordânia

Reino Unido endurece posição contra colonatos israelitas na Cisjordânia
Reino Unido endurece posição contra colonatos israelitas na Cisjordânia Imagens: DR

Redacção

Publicado às 16h38 08/09/2026

Londres – O Governo do Reino Unido anunciou hoje um endurecimento significativo da sua posição em relação aos colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada, ao decidir proibir o comércio de bens e serviços provenientes desses territórios.

A medida foi apresentada pelo secretário dos Negócios Estrangeiros, Ed Miliband, como parte de uma nova estratégia britânica para defender a solução de dois Estados.

Segundo o Executivo britânico, os colonatos israelitas violam o direito internacional e constituem um dos principais obstáculos à criação de um Estado palestiniano viável. Londres considera que a contínua expansão destas áreas compromete seriamente qualquer perspectiva de paz duradoura no Médio Oriente.

Além da proibição comercial, o Reino Unido anunciou novas sanções contra indivíduos e entidades ligados à expansão dos colonatos e à violência exercida por colonos extremistas contra comunidades palestinianas. As autoridades britânicas afirmam que estas medidas visam responsabilizar os envolvidos em actos considerados ilegais.

A decisão britânica surge após vários meses de críticas internacionais aos planos israelitas de expansão do projecto E1, na Cisjordânia, considerado por Londres e por vários aliados europeus uma ameaça directa à viabilidade da solução de dois Estados.

Israel reagiu com firmeza ao anúncio, classificando as medidas como injustificadas e politicamente motivadas. As autoridades israelitas defendem que o estatuto final da Cisjordânia deve ser determinado através de negociações directas entre israelitas e palestinianos.

O Reino Unido junta-se assim a um grupo crescente de países ocidentais que procuram aumentar a pressão diplomática sobre Israel para travar a expansão dos colonatos e retomar negociações que conduzam a uma solução pacífica para o conflito israelo-palestiniano.

PUBLICIDADE