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Rebeldes houthis ocupam porto estratégico de Mokha no Iémen

Rebeldes houthis ocupam porto estratégico de Mokha no Iémen
Rebeldes houthis ocupam porto estratégico de Mokha no Iémen Imagens: DR

Redacção

Publicado às 18h51 10/09/2026

Mokha, Iémen – Os rebeldes houthis, apoiados pelo Irão, tomaram o controlo da cidade portuária de Mokha, na costa ocidental do Iémen, numa das mais significativas conquistas territoriais do grupo desde o fim da trégua de 2022. A cidade situa-se nas proximidades do estreito de Bab el-Mandeb, uma das mais importantes rotas marítimas do mundo.

A captura de Mokha representa um importante avanço militar para os houthis, que já controlam grande parte do norte do Iémen. A ofensiva provocou a fuga de civis para a cidade de Aden, enquanto forças governamentais iemenitas e aliados regionais responderam com ataques aéreos contra posições rebeldes em várias províncias.

O porto de Mokha possui uma localização estratégica devido à sua proximidade ao estreito de Bab el-Mandeb, corredor marítimo que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden. Cerca de 12% do comércio marítimo mundial e uma parte significativa das exportações globais de petróleo transitam por esta passagem.

Analistas alertam que o controlo de Mokha poderá permitir aos houthis aumentar a pressão sobre o tráfego marítimo internacional. Desde finais de 2023, ataques do grupo contra navios comerciais já provocaram uma redução significativa da navegação na região e obrigaram muitas empresas a desviar as suas rotas.

A conquista ocorre num momento de crescente tensão regional envolvendo o Irão, os Estados Unidos, Israel e a Arábia Saudita. Observadores consideram que a ocupação de Mokha poderá reforçar a influência iraniana sobre duas das mais importantes rotas energéticas mundiais: os estreitos de Bab el-Mandeb e de Ormuz.

Os mercados energéticos reagiram à escalada do conflito, com os preços internacionais do petróleo a registarem aumentos devido aos receios de interrupções no abastecimento global.

A guerra civil iemenita, iniciada em 2014, já provocou uma das maiores crises humanitárias do mundo. A recente ofensiva dos houthis aumenta os receios de um regresso a confrontos em larga escala após vários anos de relativa estabilidade.

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