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Irão aguarda resposta dos EUA sobre proposta para reabrir Ormuz

Irão aguarda resposta dos EUA sobre proposta para reabrir estreito de Ormuz
Irão aguarda resposta dos EUA sobre proposta para reabrir estreito de Ormuz Imagens: DR

Redacção

Publicado às 20h13 29/09/2026

Teerão — O Irão aguarda esta terça-feira uma resposta formal dos Estados Unidos à proposta apresentada por Teerão para a reabertura do estreito de Ormuz, numa altura em que mediadores do Qatar procuram aproximar as posições dos dois países e encontrar uma solução diplomática para o conflito.

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, afirmou que os mediadores cataris apresentaram novas ideias às partes e deverão transmitir novamente a posição iraniana a Washington antes de comunicarem a resposta final norte-americana a Teerão.

Segundo Araqchi, a proposta iraniana prevê a criação de condições para a reabertura do estreito de Ormuz e o início de negociações mais abrangentes entre os dois países.

Teerão condiciona a reabertura da importante via marítima a um conjunto de medidas, incluindo o levantamento de sanções, a libertação de fundos iranianos congelados e o fim do bloqueio naval norte-americano aos portos do Irão.

A questão nuclear continua, entretanto, no centro das divergências. Washington afirma que qualquer acordo deverá abordar o programa nuclear iraniano, enquanto Teerão insiste que as negociações não podem ser conduzidas sob pressão ou ameaça.

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o seu país está disposto a negociar sobre o programa nuclear e outras questões, mas rejeitou aquilo que classificou como coerção. O Presidente afirmou também que o Irão não procura uma guerra, embora esteja preparado para responder a pressões e ataques.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou anteriormente a proposta iraniana para a reabertura de Ormuz e o fim das hostilidades. Entretanto, esta terça-feira negou informações segundo as quais Washington teria oferecido alívio das sanções e acesso a fundos iranianos congelados em troca de progressos na questão nuclear.

O estreito de Ormuz permanece no centro da crise devido à sua importância para o comércio mundial de petróleo e gás. A redução do tráfego marítimo na região tem contribuído para a subida dos preços internacionais da energia e aumentado as preocupações sobre os efeitos económicos do conflito.

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