PETRóLEO
Petróleo ultrapassa os 100 dólares por barril
10/09/2026 19h14
Londres – O preço do petróleo voltou a ultrapassar a barreira psicológica dos 100 dólares por barril nos mercados internacionais, impulsionado pelo agravamento das tensões no Médio Oriente e pelos receios de interrupções no abastecimento mundial de crude.
O Brent do Mar do Norte, referência para os mercados internacionais, atingiu 106,60 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, ultrapassou os 101 dólares.
A subida dos preços ocorre após uma série de ataques contra navios petroleiros e infra-estruturas energéticas na região do Golfo, aumentando as preocupações dos investidores quanto à segurança das rotas marítimas responsáveis pelo transporte de uma parcela significativa do petróleo mundial.
Os mercados reagiram de forma particularmente intensa após a ocupação do porto de Mokha, no Iémen, por rebeldes houthis aliados do Irão. A acção elevou os receios de novas perturbações na navegação através do estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais ligações entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico.
Analistas do sector energético consideram que os preços poderão permanecer acima dos 100 dólares caso o conflito se prolongue ou afecte directamente grandes instalações petrolíferas da região. Algumas projecções admitem mesmo a possibilidade de o Brent atingir 120 dólares por barril caso ocorram novas interrupções significativas no fornecimento global.
A valorização do crude está igualmente a provocar aumentos nos preços dos combustíveis e dos custos de transporte em diversas regiões do mundo. Economistas alertam que a escalada poderá pressionar a inflação global, encarecendo produtos industriais, bens alimentares e serviços logísticos.
Os mercados financeiros internacionais também ressentiram o impacto da subida do petróleo. As principais bolsas norte-americanas e europeias registaram quedas, enquanto investidores procuram activos considerados mais seguros perante o agravamento da instabilidade geopolítica.
Especialistas sublinham que a evolução dos preços nas próximas semanas dependerá sobretudo da situação no Médio Oriente, nomeadamente da segurança da navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, corredores por onde passa uma parte substancial das exportações mundiais de petróleo.