ONU
Ex-Presidente do Chile retira sua candidatura a secretária-geral da ONU
20/09/2026 15h41
Santiago – A antiga Presidente do Chile, Michelle Bachelet, retirou a sua candidatura ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas, pondo fim à tentativa de se tornar a primeira mulher a liderar a organização internacional nos seus 80 anos de existência.
O anúncio foi feito através de uma mensagem divulgada nas redes sociais, na qual Bachelet afirmou ter decidido não prosseguir na corrida à sucessão do actual secretário-geral da ONU, António Guterres, cujo segundo mandato termina a 31 de Dezembro de 2026.
A decisão surge depois de uma ronda informal de consultas no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde o apoio à candidatura da antiga chefe de Estado chilena registou uma redução significativa. As votações informais são consideradas um importante indicador das preferências dos membros do Conselho durante o processo de selecção.
Michelle Bachelet, de 74 anos, desempenhou anteriormente os cargos de Presidente do Chile, Alta-Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e directora executiva da ONU Mulheres. A sua candidatura era vista por vários sectores como uma oportunidade para reforçar a presença feminina e latino-americana nos mais altos cargos da organização.
Na sua declaração, a antiga governante reiterou o compromisso com o multilateralismo, os direitos humanos, o desenvolvimento sustentável e a cooperação internacional, assegurando que continuará activa em iniciativas de âmbito global.
Com a retirada de Bachelet, permanecem na disputa sete candidatos à liderança das Nações Unidas. De acordo com fontes diplomáticas, a antiga vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan, figura entre os nomes que recolhem maior apoio nas consultas realizadas até ao momento.
O próximo secretário-geral será escolhido mediante recomendação do Conselho de Segurança e posterior aprovação da Assembleia Geral da ONU, num processo que deverá intensificar-se durante as próximas semanas em Nova Iorque.