GUERRA

Donald Trump justifica ataque israelo-americano contra Irão

Presidente dos Estados Unidos da América, Donald TrumpImagem: DR

23/09/2026 10h35

Luanda - O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, defendeu, esta terça-feira, a recente acção militar israelo-americana contra o Irão e instou outros países a manterem a pressão económica sobre aquele país.

Ao discursar no Debate Geral da octogésima primeira sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, Donald Trump disse que o Irão é o principal patrocinador do terrorismo, e sublinhou que o seu governo enfrentou uma ameaça que os líderes anteriores do seu país e do estrangeiro não conseguiram abordar.

Afirmou que, durante 51 anos, "o regime fanático iraniano" espalhou a carnificina e o caos por todo o Médio Oriente e mais além.

Reiterou que jamais permitirá que o Irão tenha uma arma nuclear, e afirmou que a sua Administração ofereceu cooperação económica a este país, em troca do fim do seu programa nuclear e do apoio ao terrorismo, proposta entretanto rejeitada.

Frisou que as operações militares subsequentes enfraqueceram severamente as capacidades militares do Irão, citando a destruição de bens navais, defesas aéreas e instalações de produção de mísseis.

Ameaçou que a escolha poderá ser aniquilar o Irão ou "condená-lo ao inferno, sem hipótese de sobrevivência e sem esperança de grandeza futura".

Afirmou que ajudou a pôr fim a oito conflitos, desde que reassumiu funções, citando as disputas entre o Cambodja e a Tailândia, o Kosovo e a Sérvia, a República Democrática do Congo (RDC) e o Rwanda, o Paquistão e a Índia, a Arménia e o Azerbaijão, bem como a guerra em Gaza.

Salientou que os esforços para pôr fim ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia continuam, pois é tempo de parar com as mortes.

Referiu-se igualmente a operação militar dos EUA na Venezuela, que resultou na detenção do Presidente Nicolás Maduro, afirmando que "os EUA trabalham agora com os líderes venezuelanos, em prol de um futuro melhor para o povo venezuelano", e anunciou um importante acordo petrolífero entre os dois países.

Falou igualmente de negociações em curso com Cuba, sublinhando que o seu governo procura uma mudança fundamental na situação naquele país.

Relativamente a inteligência artificial, disse que deveria ser chamada de "super inteligência", sublinhando que a liderança tecnológica será fundamental para a competição económica e geopolítica, nos próximos anos.

Para Donald Trump, quem dominar a "super inteligência" ganha, e declarou que os EUA vão incentivar o desenvolvimento da tecnologia, monitorizando os potenciais riscos.

Criticou ainda o Tribunal Penal Internacional (TPI), que considerou uma instituição cheia de pessoas más, sem jurisdição sobre os Estados Unidos, apelando às outras nações para se retirem da instituição.

Donald Trump criticou igualmente o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que acusou de se concentrar excessivamente nos Estados Unidos da América e ignorar outros abusos.

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