ELEIçõES
Lula da Silva promete estabilidade económica aos empresários do Brasil
26/09/2026 09h54
Luanda - O Presidente do Brasil e candidato à sua reeleição, Lula da Silva, prometeu, esta sexta-feira, estabilidade fiscal e económica aos grandes empresários, caso vença as eleições, a 04 de Outubro próximo.
"A estabilidade fiscal é obrigatória. Se as coisas estiverem desajustadas, quem paga a conta é o povo pobre", disse Lula da Silva, durante um jantar com cerca de 700 convidados, incluindo vários dirigentes de grandes empresas de todos os sectores, realizado num hotel de São Paulo.
O défice fiscal é um dos principais desafios económicos do Brasil, e atingiu 9,34 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em Julho, com uma dívida pública que equivale a 82 por cento do PIB anual.
No seu discurso, citado pelo portal Notícias ao Minuto, Lula da Silva criticou ainda o principal adversário, Flávio Bolsonaro, sugerindo que, se chegar ao poder, "entregará todas as riquezas" minerais do país aos Estados Unidos, ao mesmo tempo que criticou o Presidente norte-americano, Donald Trump.
"Trump aposta que vai ser dono da América Latina. Enquanto eu for Presidente, quem manda aqui é o povo brasileiro", afirmou.
Sem referir o nome do rival nas urnas, disse que Flávio Bolsonaro representa a "barbárie", enquanto ele próprio defende a democracia, a institucionalidade e políticas para fomentar a indústria e o desenvolvimento do país.
Lula da Silva garantiu que vai tentar promover uma reforma política, para reduzir o controlo do Parlamento sobre o orçamento público, e uma reforma do sistema judicial, depois do escândalo de corrupção que afecta o Supremo Tribunal.
Os ministros e as autoridades que antecederam Lula da Silva nos discursos destacaram que, com a continuidade da gestão do mandatário, o Brasil oferece segurança jurídica, estabilidade económica e abertura aos mercados internacionais.
O ministro das Finanças, Dario Durigan, afirmou que, no quarto mandato de Lula da Silva, a redução das taxas de juro, actualmente nos 13,75 por cento, e que representam um entrave ao consumo e ao investimento, será tratada como "política de Estado".
Para isso, prometeu zelar pelas contas públicas, adoptando boas práticas fiscais e, ao mesmo tempo, mantendo medidas sociais para promover a "justiça social".
Lula da Silva está tecnicamente empatado nas sondagens de intenção de voto com Flávio Bolsonaro, o principal candidato da oposição e filho do antigo Presidente Jair Bolsonaro (2019-2022).