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EUA pressiona França e Alemanha para libertarem reservas de gasóleo

EUA pressiona França e Alemanha para libertarem reservas de gasóleo
EUA pressiona França e Alemanha para libertarem reservas de gasóleo Imagens: DR

Redacção

Publicado às 19h06 01/10/2026

Washington — A administração norte-americana pediu à França e à Alemanha que libertem parte das suas reservas de emergência de gasóleo para ajudar a conter a pressão sobre os preços internacionais dos combustíveis, tendo também colocado sobre a mesa a possibilidade de restringir as exportações norte-americanas de gasóleo.

Segundo fontes citadas pela Reuters, Washington pretende que os países europeus disponibilizem aproximadamente 120 milhões de barris das suas reservas ao longo dos próximos seis meses.

A iniciativa surge num contexto de forte pressão sobre os mercados energéticos. A redução dos fluxos provenientes de algumas regiões produtoras e as perturbações relacionadas com o conflito no Médio Oriente têm aumentado a preocupação com a disponibilidade de combustíveis.

Para a União Europeia, a libertação das reservas constitui um dilema. Por um lado, maiores disponibilidades poderiam contribuir para reduzir a pressão sobre os preços. Por outro, os governos europeus querem conservar reservas suficientes para responder a uma eventual deterioração da situação energética.

Representantes da Comissão Europeia, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Irlanda participaram hoje em contactos sobre a possibilidade de utilizar reservas estratégicas. Autoridades alemãs indicaram, contudo, que a Agência Internacional de Energia não determinou até ao momento uma libertação obrigatória das reservas.

A questão dos combustíveis tornou-se também um assunto de grande importância económica nos Estados Unidos. A administração Trump está a avaliar medidas destinadas a aumentar a oferta interna e reduzir os preços, numa altura em que os mercados petrolíferos continuam sensíveis aos acontecimentos no Médio Oriente.

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