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Interpol detém 233 pessoas numa operação contra crimes ambientais

Interpol detém 233 pessoas numa operação contra crimes ambientais
Interpol detém 233 pessoas numa operação contra crimes ambientais Imagens: DR

Redacção

Publicado às 19h30 07/10/2026 - Actualizado às 19h31 07/10/2026

São Salvador — Uma operação internacional coordenada pela Interpol resultou na detenção de 233 pessoas e na identificação de 60 mil hectares de floresta ilegalmente desmatada em nove países da América Latina e das Caraíbas.

A Operação Madre Tierra VIII decorreu entre Junho e Julho e envolveu autoridades da Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua e Panamá.

A operação concentrou-se no combate ao corte ilegal de madeira, à exploração clandestina de ouro e ao tráfico de animais selvagens. As autoridades identificaram mais de 330 casos relacionados com crimes ambientais.

Foram apreendidos até 4,6 toneladas de cianeto, mercúrio, munições e outros materiais utilizados em actividades criminosas. Mais de mil animais vivos foram recuperados durante as operações.

Entre os animais encontrados estavam espécies ameaçadas, incluindo tigres-de-bengala, leões, jaguares, ocelotes, papagaios e outras aves exóticas.

A Interpol revelou que as investigações permitiram identificar ligações entre empresas e indivíduos envolvidos em actividades criminosas em diferentes continentes. A organização procura, desta forma, combater não apenas quem executa directamente a destruição ambiental, mas também quem financia e beneficia economicamente dessas actividades.

Na Colômbia, uma investigação relacionada com operações anteriores identificou 11 empresas estrangeiras suspeitas de estarem ligadas à destruição de mais de 52.000 hectares de floresta protegida na região amazónica. As autoridades encontraram posteriormente ligações com outras 161 empresas e 65 indivíduos em diferentes continentes.

A operação também permitiu apreender cerca de 165 quilogramas de barbatanas de tubarão, avaliadas em aproximadamente 280 mil dólares, além de répteis, insectos raros e aves protegidas.

A Interpol considera que os resultados demonstram a natureza transnacional dos crimes ambientais e defende que a investigação dos fluxos financeiros é essencial para desmantelar as redes criminosas que exploram recursos naturais e ameaçam a biodiversidade mundial.

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