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Ataques contra aeroporto de Riade agravam crise no Médio Oriente

Ataques contra aeroporto de Riade agravam crise no Médio Oriente
Ataques contra aeroporto de Riade agravam crise no Médio Oriente Imagens: DR

Redacção

Publicado às 19h29 09/10/2026

Riade — Três cidadãos sauditas, incluindo um piloto da companhia aérea Saudita, morreram na sequência de ataques com mísseis contra o aeroporto internacional King Khalid e uma aeronave estacionada, segundo as autoridades sauditas.

O incidente, ocorrido na quinta-feira e noticiado esta sexta-feira, representa uma nova escalada das hostilidades na região e aumenta as preocupações com a segurança da aviação civil.

Os ataques foram reivindicados pelos rebeldes Houthi do Iémen, que ameaçaram igualmente as companhias aéreas que utilizam o espaço aéreo saudita. A reivindicação foi divulgada num contexto de intensificação das operações militares entre os Houthi e a coligação liderada pela Arábia Saudita.

As autoridades sauditas informaram que várias pessoas de diferentes nacionalidades ficaram feridas. Mais de 124 voos foram cancelados na sequência dos incidentes, com consequências para os passageiros e para as operações de transporte aéreo na região.

A coligação liderada por Riade respondeu com ataques aéreos contra posições Houthi em Sana, capital do Iémen. Os bombardeamentos provocaram feridos entre a população civil, de acordo com as informações divulgadas, aumentando os receios de que a confrontação possa alargar-se a outras zonas do país.

O conflito ocorre numa região fundamental para o comércio internacional e para o abastecimento energético. A proximidade de rotas marítimas estratégicas, incluindo o estreito de Bab el-Mandeb, aumenta a preocupação com eventuais perturbações no transporte de mercadorias e de petróleo.

O Paquistão manifestou solidariedade para com a Arábia Saudita e ofereceu apoio militar no quadro de um novo acordo de defesa, enquanto o Kuwait também expressou apoio às autoridades sauditas. Estes posicionamentos poderão ter implicações para as relações diplomáticas e para a configuração das alianças de segurança no Golfo.

Nas Nações Unidas, o enviado especial para o Iémen, Hans Grundberg, alertou para a gravidade da situação humanitária, num país que enfrenta insegurança alimentar e anos de conflito. A evolução das hostilidades continuará a exigir esforços diplomáticos destinados a proteger os civis, impedir novos ataques contra infra-estruturas essenciais e evitar uma escalada regional mais ampla.

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