EUA enviam suplementos humanitários para áreas afectadas pelo Ébola
Luanda - Os Estados Unidos enviaram 292 toneladas métricas de suplementos humanitários para áreas afectadas pelo Ébola em África, realizaram 8,6 milhões de exames de saúde e apoiaram 235 unidades sanitárias no âmbito das acções de combate ao vírus.
Os dados foram avançados pela porta-voz do Departamento de Estado norte-americano para os Países de Língua Portuguesa, Amanda Roberson, em entrevista ao programa "Especial Entrevista" da Rede Girassol.
A responsável destacou ainda o reforço do financiamento norte-americano para o combate ao Ébola, com a disponibilização de mais 266 milhões de dólares, elevando para 887 milhões de dólares o valor total da assistência.
A iniciativa foi lançada durante a 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, com o objectivo de reforçar a resposta à doença e conter a sua propagação.
Segundo Amanda Roberson, os resultados alcançados reflectem o trabalho desenvolvido pelos Estados Unidos em articulação com profissionais de saúde locais e parceiros no terreno.
Apesar dos progressos, a porta-voz reconheceu que ainda há desafios por superar para conter o vírus e garantir a continuidade da assistência às populações afectadas.
Na entrevista, a responsável abordou também os esforços de combate a outras doenças, com destaque para o VIH/SIDA e a malária. Entre as iniciativas referidas está o lenacapavir, medicamento desenvolvido nos Estados Unidos e utilizado na prevenção da infecção pelo VIH.
Amanda Roberson reiterou que, apesar dos avanços no combate ao Ébola e a outras doenças, a continuidade do trabalho conjunto entre os Estados Unidos, os governos africanos e os profissionais locais será determinante para consolidar os resultados e ampliar o alcance das intervenções.
Em África, a República Democrática do Congo (RDC) é o país mais afectado pelo actual surto de Ébola.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), referentes a 6 de Outubro de 2026, o país contabilizava 8.728 casos confirmados e 4.205 mortes.
As autoridades sanitárias registaram ainda 2.269 pessoas recuperadas, estando a doença presente em 64 zonas de saúde, distribuídas por sete províncias. Ituri continua a ser a região mais afectada, enquanto prosseguem os esforços para conter a propagação do vírus.
O surto também chegou ao Quénia, que confirmou um caso importado, associado a uma morte, em Outubro. Já no Uganda, onde tinham sido registados casos no início do surto, o fim da epidemia foi declarado em Agosto, após 42 dias sem novos casos confirmados.