Mundo

Mundo


PUBLICIDADE

Fundo Monetário Internacional pressiona Estados Unidos a reduzir défice

Fundo Monetário Internacional pressiona Estados Unidos a reduzir défice
Fundo Monetário Internacional pressiona Estados Unidos a reduzir défice Imagens: DR

Redacção

Publicado às 19h24 14/10/2026

Banguecoque — A directora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, apelou aos Estados Unidos para adoptarem medidas destinadas a reduzir o défice orçamental e a tornar a dívida pública mais sustentável, defendendo igualmente que a China deve diminuir a dependência das exportações e reforçar o consumo interno.

As declarações foram feitas durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, realizadas em Banguecoque. Os encontros reúnem responsáveis económicos e financeiros de diferentes países para discutir a estabilidade dos mercados, as perspectivas de crescimento e os desafios enfrentados pela economia mundial.

Georgieva advertiu que o crescimento económico, por si só, não será suficiente para resolver o problema da dívida pública norte-americana. Segundo a responsável, será necessário combinar o desempenho económico com decisões orçamentais que permitam controlar as despesas, melhorar as receitas fiscais e reduzir os desequilíbrios acumulados.

O Fundo Monetário Internacional também manifestou preocupação com o elevado nível de endividamento de várias economias avançadas. Quando os juros das obrigações soberanas aumentam, os governos têm de destinar mais recursos ao pagamento da dívida, reduzindo a margem financeira disponível para investimentos públicos, serviços sociais e outras prioridades nacionais.

No caso da China, Georgieva defendeu uma alteração do modelo económico, com maior peso do consumo das famílias e da procura interna. A economia chinesa tem uma forte componente exportadora, mas o Fundo considera que um crescimento mais equilibrado poderá ajudar a reduzir os desequilíbrios comerciais e a tornar a expansão económica mais sustentável.

A instituição alertou ainda para os efeitos das taxas de juro elevadas sobre os países de rendimento baixo e médio. O encarecimento do financiamento internacional pode agravar os encargos da dívida e obrigar alguns governos a restringir despesas importantes, incluindo investimentos em infra-estruturas, saúde e educação.

As reuniões em Banguecoque decorrem num contexto de incerteza económica, marcado pelas tensões geopolíticas, pelas pressões inflacionistas e pela necessidade de financiar a transição tecnológica. As recomendações do Fundo deverão alimentar o debate sobre a forma como as principais economias podem conciliar o crescimento, a estabilidade financeira e a responsabilidade orçamental.

PUBLICIDADE