Dólar americano perde terreno perante incertezas geopolíticas
Nova Iorque — O dólar norte-americano registou uma descida nesta terça-feira, enquanto os investidores avaliavam os riscos associados ao conflito entre os Estados Unidos e o Irão, a evolução dos preços do petróleo e as dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos no sector da inteligência artificial.
O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana face a um conjunto de divisas internacionais, recuou cerca de zero vírgula vinte e cinco por cento, para cento e um vírgula setenta e um pontos.
O euro valorizou aproximadamente zero vírgula vinte e dois por cento, enquanto a libra esterlina avançou perante a moeda norte-americana.
Os mercados continuam atentos aos acontecimentos no Médio Oriente, onde os ataques e as ameaças à circulação marítima têm alimentado receios de perturbações no abastecimento energético.
O petróleo, depois de ter atingido níveis elevados, registou uma descida, num contexto em que os investidores ponderam os riscos militares e as possibilidades de contactos diplomáticos.
A inflação norte-americana também permanece no centro das preocupações. Os dados relativos a Setembro indicaram uma aceleração dos preços no consumidor, aumentando a possibilidade de as taxas de juro permanecerem elevadas durante mais tempo.
Taxas mais altas podem sustentar a moeda, mas também encarecem o financiamento das empresas e afectam o valor dos activos financeiros.
Outro factor de instabilidade é o sector da inteligência artificial. As acções da empresa sul-coreana Elice Group caíram cerca de trinta e dois por cento na estreia bolsista em Seul, reacendendo dúvidas sobre a avaliação de algumas empresas tecnológicas.
A evolução demonstra como as expectativas em torno da inteligência artificial podem influenciar os mercados para além do sector tecnológico.
Os investidores deverão continuar a acompanhar a evolução do conflito no Médio Oriente, os preços da energia, os indicadores de inflação e as decisões dos bancos centrais.
A combinação destes factores poderá provocar novas oscilações nas moedas, nas obrigações e nas acções, com efeitos potenciais sobre os custos de importação, o financiamento das empresas e a estabilidade económica internacional.