Eleição presidencial na Bulgária sob a influência da guerra na Ucrânia
Sófia — Os eleitores búlgaros votam hoje para escolher o próximo Presidente da República, num escrutínio marcado por divergências sobre a política externa, o apoio à Ucrânia, a inflação e o custo da energia. A votação decorre num contexto de incerteza política e de debate sobre o posicionamento do país perante a Rússia e os seus parceiros europeus.
Entre os nomes em destaque encontram-se a Presidente em exercício, Iliana Iotova, e Andrey Gyurov, que figuram entre os principais concorrentes segundo as sondagens anteriores à votação.
A campanha expôs diferenças sobre o apoio militar e financeiro à Ucrânia. Uma parte dos candidatos defende a continuidade do alinhamento com os parceiros europeus, enquanto outros defendem maior neutralidade e a redução das entregas de armamento a Kiev.
A inflação e o aumento dos preços da energia também ocupam um lugar central no debate eleitoral. Para muitas famílias, a capacidade de resposta das instituições às dificuldades económicas constitui um critério importante na escolha do próximo chefe de Estado.
As sondagens publicadas antes da votação apontavam para a possibilidade de uma segunda volta, uma vez que nenhum candidato parecia reunir condições para garantir a maioria absoluta. A realização de uma nova votação dependerá dos resultados oficiais e das regras eleitorais aplicáveis.
O resultado poderá influenciar o debate político sobre a posição da Bulgária na União Europeia, a cooperação com a NATO e a continuidade da assistência à Ucrânia. Até à divulgação dos resultados definitivos, as projecções devem ser tratadas como estimativas, não como confirmação de uma vitória.