PRéMIO NOBEL
Prémio Nobel da Química atribuído a Henri Kagan e Kenso Soai
08/10/2026 07h53
Luanda - O Prémio Nobel da Química de 2026 foi, esta quarta-feira, atribuído a Henri Kagan e Kenso Soai, por uma descoberta que ajuda os químicos a fabricar moléculas que existem em duas versões "espelho" uma da outra.
Segundo a imprensa internacional, Henri B. Kagan, da Universidade de Paris (França), e Kenso Soai, da Universidade de Ciência de Tóquio (Japão), fizeram uma descoberta importante para o fabrico de medicamentos, ao desvendarem um enigma que "durante muito tempo foi um mistério para os químicos".
"A Academia Real Sueca de Ciências decidiu atribuir o Prémio Nobel de Química de 2026 a Henri B. Kagan e Kenso Soai, pela descoberta de efeitos não lineares e da autocatálise na síntese orgânica assimétrica", esclarece a instituição em comunicado.
"Muitas moléculas existem em duas versões, tal como as minhas mãos: são uma imagem que espelha a outra; são parecidas, mas não são iguais", explicou Heiner Linke, presidente do Comité Nobel da Química, durante a conferência de imprensa onde foram anunciados os vencedores.
Apesar de serem a imagem ao espelho uma da outra, apenas uma pode ser eficaz, enquanto a outra pode ser inútil ou até prejudicial.
Os químicos tentavam há muito conseguir produzir apenas uma dessas imagens, que seria o ideal para o fabrico de medicamentos, já que apenas uma das versões terá o efeito desejado.
Os dois investigadores juntam-se assim aos 198 já galardoados com o Nobel da Química, que é atribuído desde 1901, sendo o terceiro prémio anunciado este ano, depois de, na segunda-feira, terem sido conhecidos os vencedores do Nobel da Medicina, e, na terça-feira, o da Física.
Com efeito, o norte-americano Karl Deisseroth e aos alemães Peter Hegemann e Georg Nagel conquistaram o Prémio Nobel de Medicina pelas "pelas suas descobertas relativas aos canais iónicos activados pela luz e à optogenética", um método que permite demonstrar como as células nervosas moldam as memórias, as emoções e os comportamentos no cérebro.
Por seu lado, o Prémio Nobel da Física 2026 foi atribuído ao cientista belga Francis Halzen "pelas contribuições decisivas para o Observatório de Neutrinos IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica".
Aos prémios de Medicina, Física e Química, juntam-se os de Literatura e o da Paz, a serem anunciados, estas quinta-feira e sexta-feira, respectivamente.