BANCO MUNDIAL
FMI revê em alta as previsões de crescimento mundial
13/10/2026 15h36
Bangkok — O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu ligeiramente em alta a previsão de crescimento da economia mundial para 2026, fixando-a em 3,1 por cento, contra os 3 por cento anteriormente projectados, mas alertou para os riscos decorrentes do aumento da dívida pública, das tensões geopolíticas e da expansão dos investimentos em inteligência artificial.
Segundo as novas projecções divulgadas nesta terça-feira, a economia mundial deverá crescer 3,1 por cento em 2026, abaixo dos 3,5 por cento registados em 2025. Para 2027, a instituição prevê uma recuperação do crescimento para 3,4 por cento.
O FMI atribui parte da resistência da economia mundial ao investimento em inteligência artificial, que tem impulsionado a actividade económica em algumas das principais economias e aumentado a procura de equipamentos e infra-estruturas tecnológicas. Contudo, os benefícios permanecem concentrados num conjunto limitado de países e empresas.
A instituição alertou igualmente para a possibilidade de uma correcção abrupta dos mercados financeiros caso as expectativas em torno da rentabilidade da inteligência artificial não se concretizem.
Uma queda acentuada das avaliações das empresas tecnológicas poderá afectar os investidores, reduzir a confiança e repercutir-se no financiamento de outros sectores.
As tensões no Médio Oriente e os preços elevados da energia constituem outro factor de preocupação. O aumento dos custos do petróleo pode alimentar a inflação, pressionar os orçamentos familiares e obrigar os bancos centrais a manter políticas monetárias restritivas durante mais tempo.
As economias emergentes enfrentam desafios adicionais relacionados com o serviço da dívida e com as condições de financiamento internacional. Para muitos países africanos, o encarecimento dos empréstimos poderá reduzir os recursos disponíveis para investimentos em infra-estruturas, saúde, educação e diversificação económica.
O FMI considera, por isso, que os governos devem reforçar a disciplina orçamental, melhorar a capacidade de resposta a choques externos e preparar políticas económicas de longo prazo. A instituição entende que o crescimento mundial continua a ser resiliente, mas permanece vulnerável a uma combinação de riscos financeiros, energéticos e geopolíticos.