GUERRA
Ucrânia ataca refinaria russa e agrava tensão com Washington
15/10/2026 21h37
Kiev — As forças ucranianas atacaram esta quinta-feira uma refinaria de petróleo na região russa de Riazan, num novo episódio da guerra entre os dois países.
O ataque, realizado com recurso a drones, provocou um incêndio nas instalações, segundo informações divulgadas pelas autoridades russas e por meios de comunicação locais.
A operação ocorreu depois de um período de tréguas limitadas relacionadas com ataques contra infra-estruturas energéticas. Kiev afirmou que Moscovo não respeitou o entendimento, alegando que a Rússia continuou a bombardear instalações essenciais para o abastecimento energético ucraniano.
A decisão de retomar os ataques contra alvos petrolíferos poderá dificultar novas iniciativas diplomáticas.
A refinaria atingida situa-se a cerca de 300 quilómetros a sudeste de Moscovo. As autoridades russas confirmaram a ocorrência do ataque e o governador regional, Pavel Malkov, comunicou a existência de um incêndio.
Até à divulgação das primeiras informações, não estavam disponíveis dados completos sobre os prejuízos materiais nem sobre eventuais vítimas.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou também profunda insatisfação com a posição do Presidente norte-americano, Donald Trump.
O dirigente ucraniano afirmou sentir-se traído perante aquilo que considera uma redução do apoio dos Estados Unidos, incluindo restrições no acesso a informações de inteligência e alterações nas comunicações por satélite utilizadas pelas forças ucranianas.
Zelensky criticou ainda a aproximação de Washington a determinadas medidas relacionadas com o comércio de combustíveis russos. Na sua perspectiva, estas decisões enfraquecem a capacidade da Ucrânia para resistir à ofensiva russa.
A Casa Branca, por seu lado, tem procurado promover medidas que considera necessárias para reduzir a pressão sobre os mercados energéticos e incentivar uma solução para o conflito.
A evolução dos acontecimentos poderá reforçar a dependência de Kiev em relação aos parceiros europeus, num momento em que a continuidade do apoio militar e financeiro norte-americano suscita dúvidas.
A guerra mantém-se como um dos principais factores de instabilidade internacional, com consequências para a segurança europeia, os mercados de energia e as relações entre as grandes potências.