CRISE HUMANITáRIA

Ataques dos Houthis no Iémen agravam crise humanitária

Ataques dos Houthis no Iémen agravam crise humanitária Imagem: DR

20/10/2026 21h12

Taiz - Um ataque atribuído aos rebeldes Houthis atingiu, nesta terça-feira, uma zona residencial da cidade de Taiz, a terceira maior do Iémen, causando a morte de duas adolescentes e ferindo outras seis pessoas, num novo episódio da escalada de violência que ameaça agravar a situação humanitária no país. Fonte: Associated Press.

A cidade de Taiz encontra-se praticamente cercada pelos Houthis, situação que limita o acesso a bens essenciais e dificulta a circulação de pessoas e mercadorias. O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, alertou para os riscos graves que a população civil enfrenta devido ao cerco prolongado.

O ataque ocorreu um dia depois de um bombardeamento contra um campo militar governamental na província de Shabwa. Segundo informações divulgadas pelas autoridades iemenitas, o balanço desse ataque subiu para setenta e três mortos, tendo mais de duzentas pessoas ficado feridas. Os recrutas atingidos encontravam-se em formação quando foram atacados.

A violência intensificou-se desde Julho, quando ataques aéreos da coligação liderada pela Arábia Saudita contra posições dos Houthis contribuíram para pôr fim a um período de relativa redução dos combates. O conflito, iniciado em dois mil e catorze, transformou-se numa guerra prolongada, com graves consequências para a população e para as infra-estruturas do país.

A situação está igualmente a adquirir uma dimensão regional mais ampla. O Reino Unido anunciou que vai reforçar o apoio defensivo à Arábia Saudita através de patrulhas aéreas destinadas a interceptar mísseis e aparelhos aéreos não tripulados. O Egipto também pondera contribuir com meios de defesa aérea, sem anunciar o envio de tropas terrestres para o Iémen.

As Nações Unidas apelam às partes em conflito para que permitam a entrada de ajuda humanitária e garantam a saída segura dos civis que pretendam abandonar as zonas afectadas. A persistência dos ataques, o bloqueio das vias de abastecimento e a subida dos preços dos alimentos aumentam o risco de agravamento da fome e da deslocação forçada de famílias.

Mais lidas


Últimas notícias